
Portugal tem jovens programadores de luxo — e muitos deles ainda nem chegaram ao secundário. A edição de 2025 do DXC Code Challenge veio provar isso mesmo: mais de 600 crianças e jovens, de 71 escolas espalhadas pelo país, responderam ao apelo com criatividade e espírito de missão. A missão? Criar videojogos sobre o combate ao desperdício alimentar. O resultado? 313 aventuras digitais com ideias mais sustentáveis do que muitos orçamentos de Estado.
Organizado pela DXC Technology, com apoio da Happy Code, este desafio de programação nas plataformas Scratch e MakeCode Arcade mostra como a tecnologia pode ser pedagógica, divertida e socialmente relevante — tudo ao mesmo tempo.
DXC Technology: Pixel a pixel, heróis em construção
A beleza do DXC Code Challenge está no equilíbrio: é um concurso, sim, mas também é uma jornada de aprendizagem, um trampolim criativo e, sobretudo, uma experiência coletiva de futuro.
Na edição deste ano, as crianças foram desafiadas a criar videojogos que alertassem para o desperdício alimentar. E não faltou imaginação: resgatar alimentos antes de apodrecerem, distribuir refeições de forma justa ou ensinar boas práticas alimentares — cada conceito transformou-se num jogo com um propósito real.
Os grandes vencedores:
- Categoria Kids (7-9 anos): Miners, de Henrique Cardoso e Pedro Azevedo, alunos da Escola Básica da Constituição e Grande Colégio Universal.
- Categoria Júnior (10-11 anos): PixelLab Games, de Tomás Carvalho e Tomás Pereira, da Happy Code Cascais.
- Categoria Sénior (12-15 anos): Waste Warriors, de Sophie Chiorescu e Enerel Naranchimeg, da Oeiras International School — e o jogo foi desenvolvido em MakeCode Arcade.
Não é só código — é formação de base
Uma das novidades mais relevantes desta edição foi o investimento na formação e mentoria estruturada para os participantes mais novos. Porque programar não é apenas dominar lógica — é pensar, resolver, criar e comunicar. Com sessões práticas e apoio dedicado nas áreas STEM, a iniciativa não deixou ninguém para trás e reforçou o seu compromisso com uma aprendizagem inclusiva e dinâmica.
“O tema deste ano permitiu projetos criativos e conscientes. Através da programação, conseguimos estimular a imaginação e desenvolver competências cruciais de forma envolvente e divertida”, afirmou Carlota Guedes Figueiredo, diretora de marketing e comunicação da DXC em Portugal.
De brincadeira séria se faz o futuro
Pedro Teixeira, da Happy Code Portugal, sublinha a importância do programa:
“Criar oportunidades para experimentar e construir soluções tem impacto duradouro. Este desafio dá aos jovens ferramentas para enfrentar o mundo profissional de amanhã.”
E esse futuro, convenhamos, precisa urgentemente de soluções novas, cabeças frescas e olhos curiosos. Programar um jogo sobre desperdício alimentar pode parecer simples. Mas e se for a semente que faz nascer um programador, um engenheiro, ou um empreendedor social?
A DXC Technology e a Happy Code estão já a preparar a próxima edição. E, pelo que vimos este ano, é bom que a indústria esteja atenta: os talentos do amanhã andam por aí — e ainda pedem autorização para usar o tablet.






