Apontado para o mercado empresarial, o Tecra A40 é robusto, super conectável e leve. Será que se consegue bater com os IBM e Dells?
Por muito que se tente ignorar a memória, os Dynabook são tão semelhantes fisicamente aos anteriores Toshiba que, por mais de uma vez, dou por mim a referir-me às novas unidades pela anterior designação.
É fácil, não só pelo traço familiar, como em muitas soluções que transitaram, principalmente as que têm a ver com segurança.
E neste campo, é ela que faz com que paguemos mais umas valentes centenas de euros que por um “típico” computador portátil como este Tecra A40 G112 que, depois de bem vistas as coisas, não é tão típico assim.

À primeira vista parece uma unidade igual a tantas outras, mas apercebe-mo-nos que estamos longe da realidade quando olhamos para a conectividade e, também, pela presença do Windows Hello e o reconhecimento facial, assim como a presença de um sensor biométrico instalado no trackpad bem centrado a meio do painel de descanso dos pulsos.

A segurança é a palavra de ordem e começa logo na escrita própria e única da Bios, na escolha do Windows 10 Pro mais equipado e com garantias de elevada performance assim como a ajuda do assistente Cortana, para quem gosta dessas “coisas”.

Este pequeno e leve Tecra A40 tem leitor de cartões incorporado para a leitura de um cartão de cidadão e assumir a nossa assinatura digital para qualquer documento, o que aliado aos sensores biométricos, é um garante de um completo e complexo sistema de segurança pessoal.
E isto, caros amigos, paga-se e bem e é o grande diferencial entre um computador “tradicional” e um “profissional”.
Este mais recente Dynabook é pensado, em primeiro lugar, para o denominado “profissional em movimento” que viaje constantemente ou seja obrigado a andar com o trabalho às costas que englobe ou inclua planos maquiavélicos para o futuro do mundo e os resultados combinados para a época 21/22 da NBA.
Brincadeiras à parte, é mesmo por aqui, com reforço de segurança multi-nível.
A construção, toda em plástico muito resistente, tem um toque diferente do normal, tanto na secção de repouso das mãos como na tampa, que apresenta uma textura pensada para maior grip e evitar escorregadelas.
E funciona, garanto-vos já, mesmo que seja um íman para impressões digitais o que nos impele a estar sempre a limpá-lo com um pano para ficar como novo e causar boa impressão na reunião com um CIO ou CEO ou similares.

Características
O ecrã de 14” FHD pode ser escolhido também na configuração táctil, o que não é o caso do que me calhou para análise. É um monitor muito brilhante com grande qualidade e que se aguenta bem numa esplanada, o que nos vai permitir trabalhar fora de casa, mesmo sob o sol de um Portugal banhado pelo seu calor.
Outra mais valia é a bateria 42 Wh Li-ion que, numa utilização normal, garante-nos até 12 horas de produção o que está na média dos novos computadores de marcas afamadas que enchem as prateleiras.
Mas logicamente, e o que nos garante mais anos de companhia e entretém, é o facto deste Tecra estar equipado com processador Intel de 10ª geração i5 10210U e com memória 8GB de RAM DDR4-200 com mais uma slot disponível.
Quanto ao armazenamento, esta unidade tem um M.2 PCIe SSD com 250GB que serve a maior parte dos utilizadores. A gráfica é uma 620 incorporada que não permite grandes aventuras nos reinos dos jogos mais puxados. Mas quem compra um Tecra não é fulano para andar a jogar Fortnite, digo eu.
Conectividade
Este é um dos pontos mais importantes para um laptop profissional e o Tecra A40 preenche todos os requisitos.
Reparem: para além de bluetooth 4.2 e WiFi 5.0, está equipado com 1x USB-C 3.1 Gen 1, 2x USB-A 3.1 Gen 1, uma HDMI, um leitor de cartões mini-SD (só mesmo formato mini), uma ligação 3,5mm combo e um leitor de cartão do cidadão que é uma imensa mais valia, principalmente para quem tem a assinatura digitalizada.

Temos ainda uma conexão LAN (RJ45) para ligar um cabo de dados quando não temos WiFi e, para mim, esta é uma das grandes vantagens deste modelo.

Para segurança física, contamos com uma webcam com sensor IR para reconhecimento facial, que é extraordinariamente rápido e funciona até na penumbra, o Windows Hello e um sensor para impressão digital colocado à esquerda do trackpad que também tem segurança reforçada.
Coisas boas e menos boas
Começo com uma das melhores porque já me aconteceu em pleno voo que foi entornar a água para cima do teclado. Foi um drama e um arranjo que custou os olhos da cara. Pois o Tecra tem um teclado que consegue sobreviver a um derrame.
Se aguenta café, isso já não sei, mas água ou outra beberagem menos densa, deixa de ser um problema que é, atenção, muito frequente.
O menos bom são duas coisas: o facto do teclado não ser retro-iluminado é complicado de engolir quando falamos de um computador com estas características e este preço. E como é negro com lettering branco, torna-se difícil de usar à noite só com a iluminação do ecrã.
A segunda é a qualidade de som… bom, é estéreo porque tem duas colunas.

Conclusão
Leve, robusto, seguro… mas caro. Tudo depende do que se pretende de um laptop e este é, sem sombra de dúvida, feito e pensado para profissionais que usam e abusam dos computadores e exigem máxima segurança e conectividade.
Para estes, este Tecra A40 G112 é uma excelente proposta porque geralmente é comprado pela empresa (que o faz às dezenas e consegue preços de quantidade muito inferiores aos do mercado).
É um laptop de guerra e, se já viram algumas unidades usadas e que estão a inundar o mercado de segunda mão, é notório o desgaste físico nos muitos IBM, Dell e Toshiba.
E se são estes os que mais se encontram ao fim de três/quatro anos, é por alguma razão, certo? São os “sobreviventes”.
Por outro lado, se forem adquirir o Tecra há que apontar duas ou três “coisinhas” que me chateiam pessoalmente. Posso, logicamente, viver sem um led que me avisa do estado do computador (ligado, stand by) bem à vista, pois o deste Tecra está de lado e não fica visível quando o temos aberto.
E o teclado sem retro-iluminação (nesta versão) é difícil de aceitar quando damos mil euros por um computador.
Mas a conectividade faz-me esquecer estes pequenos melindres porque tenho tudo, mas mesmo tudo o que preciso.
A cereja no topo do bolo seria a alimentação através de USB-C em vez de conector AC que nos obriga a andar com mais um cabo, mas não é o fim do mundo. A LAN e o leitor de cartões superam bem essa “chatice”.

Preço
Há que procurar bem online, pois consegui encontrá-lo a 915 (online), 950 e 1015€, dependendo das lojas portuguesas.





