O fotógrafo luso Eduardo Leal conseguiu o terceiro lugar (entre 87 000 candidaturas) na categoria Profissional Campanha dos Sony World Photography Awards 2015, uma proeza singular e digna de registo.
Fotógrafo documental freelancer e residente em Londres, apresentou uma série de imagens intitulada “Plastic Trees“. Este trabalho chama a atenção para o efeito dos sacos de plástico no ambiente e foi captado no Altiplano Boliviano.
Na qualidade de terceiro classificado, Leal terá o seu trabalho exposto na Exposição dos Sony World Photography Awards 2015 na Somerset House, em Londres, e as suas fotografias serão publicadas na edição de 2015 do livro dos Sony World Photography Awards.
O vencedor da categoria Profissional Campanha foi o fotógrafo francês, Sebastian Gil Miranda, tendo o fotógrafo britânico, Jonathan Syer, ficado em segundo lugar.
O painel de jurados internacionais dos prémios é composto por especialistas conceituados da indústria e esta competição oferece exposição, credibilidade e reconhecimento incríveis não só aos vencedores, mas também a todos os finalistas. A edição de 2015 dos prémios registou um número recorde de candidaturas, com 183 737 imagens de 177 países, reiterando a sua posição como o maior concurso de fotografia do mundo.
Sobre o fotógrafo e a série finalista
Eduardo Leal é um fotógrafo documental freelancer, cujo trabalho incide sobretudo nas questões sociais, políticas e nas tradições da América Latina. Tem um Mestrado em Fotojornalismo e Fotografia Documental e o seu trabalho já foi publicado em várias partes do mundo. Em 2013 e 2014, foi eleito Coup de Coeur pela l’Association Nationale des Iconographes no festival Visa pour l’Image, em Perpignan. Também em 2014, foi finalista nos prémios fotográficos de Kuala Lumpur.
Ao descrever a série “Plastic Trees”, Leal afirma: “O mundo consome 1 milhão de sacos de plástico por minuto, sendo considerado pelo Livro do Guiness como “o objecto de consumo mais omnipresente no mundo”, mas estes sacos de plástico tão úteis tornaram-se na principal fonte de poluição mundial.
“Infelizmente, as propriedades que tornam o saco de plástico tão útil, tais como a durabilidade, o peso e o baixo custo, também o tornam num problema, pois é facilmente descartável. Este problema é ainda mais grave nos países em desenvolvimento, onde as infraestruturas de gestão de resíduos ainda não estão totalmente desenvolvidas e as populações, que estão habituadas a deitar tudo fora, não foram educadas quanto à longa durabilidade deste material.
“Esta série, Plastic Trees, foi criada com o objectivo de chamar a atenção para este problema, focando-se na disseminação dos sacos de plástico no Altiplano Boliviano, onde milhões de sacos voam ao sabor do vento até ficarem presos nos arbustos, danificando as magníficas paisagens. Infelizmente, estas imagens não retratam um caso isolado; podem ser vistas em vários países em todo o mundo.”




