Tempos atrás, precisei de transportar seis pessoas e respectiva bagagem para um fim de semana longe de casa. A tarefa afigurava-se complicada, visto o meu veículo ter apenas cinco lugares, e procurei junto dos amigos uma solução. Cheguei à conclusão que só tenho como amiga uma única afamada família numerosa, com sete elementos, e que utlizam um Dacia para todas as deslocações, solução mais em conta num mercado com poucas alternativas. A troca pelo meu próprio durante esses dias era apenas impossível. Num repente, o grupo Fiat lembrou-se que tinha uma solução à medida para este meu propósito, e o ensaio aos novos Alfa foram substítuidos pela oportunidade de experimentar o famoso Freemont, o Fiat com aspecto americanizado que enche o olho com a sua presença e corpulência.
Quando o fui levantar, fiquei também impressionado com o aspecto. Uma coisa é saber que a base deste Freemont é o Dodge Journey, outra é entendê-lo como Fiat, uma marca que sempre apostou no exacto oposto deste tipo de veículo. Tem um invulgar estatuto e na cor chocolate com umas belas jantes de 19″, para além de algumas diferenças visuais que o tornam bastante distinto do seu irmão gémeo, o resultado é fantástico.
O interior
Mal entrei percebi que nada foi deixado ao acaso e este é um carro pensado para longas viagens e que aposta no máximo conforto dos seus passageiros. O posto de condução é muito elevado e confortável, com todos os comandos à mão, bem posicionados, modernos e leitura imediata. Custou-me um pouco habituar-me à caixa, devido ao posicionamento da manete de mudanças que deveria estar colocada um pouco mais à frente, pois obriga a um movimento de braço não muito natural. Mas com a passagem dos kms (e de relações), fui-me habituando. É, quanto a mim, dos poucos pontos a rever numa futura versão.
Embora não sendo um modelo novo, pois já tem algum tempo de comercialização, todo o ambiente a bordo é elegante, desportivo, confortável e até luxuoso. Pele, ou imitação, por todos os paineis, bons materiais e acabamentos, volante de excelente pega com comandos vários e uma consola central dominada por um imenso ecrã táctil com mais de 8″ que é apenas perfeito na sua legibilidade e manuseamento. Por baixo deste, os comandos simples da climatização (dobrados pelo ecrã), volume e on/off áudio, para além do leitor de CDs e entrada para cartão SD.
Os excelentes bancos de pele garantem o estatuto de topo de gama ao Freemont, reforçado por inúmeros e bem posicionados espaços de arrumação, um sistema de som apenas ideal e aqui e ali pormenores originais, como o alçapão debaixo do banco do condutor (o porta luvas é demasiado pequeno, o que até nem se compreende devido à dimensão de todo o tablier) ou os bancos para crianças incorporados nos assentos traseiros. De salientar que estes também possibilitam a regulação longitudinal o que aumenta ou diminui o espaço entre esta e a 3ª fila. A vantagem é prática: com seis ou sete passageiros, garante-se mais espaço para as pernas. Com até cinco, mais espaço para a bagagem.
Levantar ou baixar a terceira fila faz-se de forma fácil e rápida. As costas têm uma guita que basta puxar para os montar. Pode não ser o supra-sumo tecnológico, mas por outro lado é uma operação que não conhecerá avarias.
O acesso à bagageira é alto, devido à terceira fila de bancos, e como era de supor, o espaço não é abundante devido a essa característica, tornando complicado o transporte da bagagem de sete pessoas, a não ser que sejam malas de porão aéreo. Não se pode ter tudo, e pode ser um factor a ter em conta quando se procura uma solução para uma família grande. De salientar que existe um pequeno alçapão onde está a ferramenta, uma útil lanterna e que ainda tem espaço para arrumar alguns pertences mais valiosos.
Os mimos
Os já costumais sensores de parqueamento, luz e chuva, estão acompanhados por alarme de série e um tremendo Hi-fi com assinatura Alpine. Se o condutor tem tudo à mão, desde GPS a telefone, com comandos físicos no painel e no volante ou através do ecrã táctil, o que dizer do sistema DVD já montado a meio do tejadilho e que tem um ecrã que serve os três ou cinco lugares traseiros? No espaço para os pés na segunda fila, existem mais dois alçapões que guardam auscultadores sem fios e comando do sistema. Nada mau, hein? E para que a viagem seja perfeita, existe a possibilidade de controlar individualmente a temperatura e o AC para os lugares traseiros. É tudo independente.
Outra característica que brinda o dono do Freemont, é a chave inteligente que não precisa de ser colocada no tablier. Até os puxadores das portas têm um sensor táctil que as abre ou fecha, se transportarmos a chave no bolso. O botão start/stop coloca o motor a trabalhar.
O motor
Chega a hora de mencionar uma das grandes diferenças do Dodge para este Fiat. Enquanto o primeiro tem montada uma unidade do grupo VW, a Fiat escolheu, e bem, o propulsor próprio 2.0 Multijet Turbodiesel. Com 170 cv de potência e 350 Nm de binário, este confere uma alma particular à “versão italiana”, sendo progressivo, suave e potente quanto baste. É também silencioso e parece que foi pensado de raíz para garantir ao Freemont alguma vivacidade e temperamento latino. Mesmo aventurando-me por alguns troços menos alcatroados, confesso que até fiz algumas valas, o Freemont mostrou-se muito à vontade, mesmo com tracção dianteira, e a altura ao solo e a suspensão bem calibrada, convidam a este género de incursões.
De salientar que existe uma versão 4×4 cuja caixa passa a automática com seis relações.
Conclusão
Gostei francamente do Freemont, mesmo não sendo fã deste tipo de carroceria. É muito equilibrado, tem um nível de equipamento completo e garante um extraordinário conforto a bordo. O motor brilha, mas também gasta. Com o carro cheio e a uma velocidade moderada em estrada nacional, rondei sempre os 8 litros de consumo, sendo fácil chegar aos 10. Pontos menos bons, a capacidade para bagagem que está limitada devido à existência de um ponto a favor, os sete lugares para passageiros. Tudo é prático neste carro, desde o deslizamento dos bancos da segunda fila, à montagenm da terceira. Os acessórios dão uma alma especial a este Fiat, com destaque para toda a componente audio-visual, apenas perfeita e garante de excelentes viagens para condutor e quem o acompanha.
De realçar uma curiosidade, na falta de melhor adjectivo: o Freemont está homologado pela marca como classe 1, contudo, paga portagens de classe 2 o que é uma chatice das grandes. Mas há um truque: se assinarmos a Via Verde, passamos a pagar… classe 1. Fica o aviso que é deveras importante para quem passa a vida nas auto estradas nacionais.
O PVP no site aponta os 38.500 euros , mas a Fiat leva a cabo uma promoção que é um desconto directo de, atenção, 4100 euros!
E com 34,400 euros levamos para casa um grande automóvel.
Equipamento base:
- Rádio de ecrã tátil 8.4″ com leitor de CD/MP3 DVD e Sistema de Navegação;
- Sistema Hi-Fi Alpine;
- Comandos rádio no volante;
- Bluetooth + Entrada USB;
- Câmara de Estacionamento traseira;
- Cruise control;
- Sensores de estacionamento traseiros;
- Banco do condutor com regulação eléctrica;
- Configuração 7 lugares;
- Caixa manual de 6 velocidades;
- Espelho retrovisor electrocromático;
- Espelhos retrovisores rebatíveis eletricamente;
- Chave inteligente;
- Ignição a um toque com sensor de presença;
- Ar condicionado automático tri-zona;
- Sensor de luminosidade;
- Jantes em liga leve 19″ com pneus 225/55 R19 acetinadas;
- Estofos em pele; ESP com Hill-holder e sistema anticapotamento;
- Alarme;
- Volante e caixa de velocidades em pele;
- Vidros escurecidos;
- Barras longitudinais no tejadilho cromadas;
- Assentos elevatórios para crianças;
- Faróis de nevoeiro;
- Kit Fumador;
- 6 airbags (condutor, passageiro, laterais e de cortina);
- Sensor de pressão dos pneus (TPMS).
versão Black Code acrescenta
- Jantes em liga leve de 19″ com pneus 225/55 R19 pretas.
Conteúdos exclusivos de série:
- Grelha dianteira em preto brilhante;
- Faróis escurecidos;
- Capas dos espelhos em preto brilhante;
- Jantes em liga leve de 19” em preto;
- Pintura metalizada.























