Afinal não foi um dos maiores tremores de terra da história recente do planeta, muito menos o maremoto que se lhe seguiu, nem as explosões e incêndios consequentes que destruiram a bela Lisboa em 1755. De acordo com os argumentistas (e decerto quem faz pesquisa e produção) do novo jogo Assassin’s Creed Rogue, foi um simples assassino que, ao retirar um artefacto do esconderijo nas catacumbas da Capela do Hospital Real de Todos os Santos, ocasionou um qualquer “clique” que, para além de auto-destruir o símbolo, fez com que toda a cidade conhecesse a derrocada e o castigo divino.
A Ubisoft refaz assim a História num dos mais dramáticos acontecimentos da civilização moderna como quem não quer saber de mais nada. Tudo serve para uma aventura em que o Assassino em causa até se transforma num Templário. Durante a fuga para a frente, nas ruas e telhados olissiponenses, vamos ouvindo vozes quase dramáticas, ao melhor estilo do teatro novelesco lusitano, alguns gritos ou frases pouco alarmadas de quem não está a passar pelo fim do mundo. Pelo vídeo trailler, a coisa é um bocado tosca. Quanto à cidade, quase todas as ruas têm bandeirinhas, o que demonstrava que estavamos sempre em festa.




