A Freewrite é uma “simples” máquina de escrever pensada para o século XXI mas que convida ao tempo do séc XVIII, ou seja, em que tudo era realmente mais vagaroso e, por isso, onde ainda existia espaço para o pensar. Simplesmente pensar.
Esta máquina tem um design simples e dois ecrãs, um maior e-ink que vai mostrando o que vamos dedilhando e que é suave para os olhos, para além de parecer que estamos a olhar para uma folha real. E, como é e-ink, faz com que a bateria aguente cerca de um mês. O mais pequeno pode mostrar um relógio, um contador de palavras e um temporizador.
Por outro lado, a Freewrite não tem teclas de direcção nem para copy/paste, ou seja, se errarmos a palavra, errada fica. E é isto que convida à maior concentração, ao “pensar” que acima escrevi. Mas não se preocupem muito: existe um botão físico que liga e desliga a função WiFi (outro para escolher o folder) que permite salvar os escritos na Cloud (a maquineta tem espaço de memória interna para um milhão de páginas). Ou seja, depois de tudo escrito poderemos fazer alguma edição. Mas o que é verdade, é que escrevemos sem pensar nisso, mais livres e com maior concentração no que queremos mesmo comunicar. E isso é fenomenal.
O problema é o preço: custa meio milhar de dólares mas a Astrohaus, empresa que as faz, não se queixa de poucos clientes.








