Se estão naquele estado mentalmente ambicioso mas fisicamente destruído que caracteriza os primeiros dias de Janeiro, aqui vão algumas ideias tecnológicas que não exigem sair de casa:
Organizar as fotografias do telemóvel
Temos 47 mil fotografias repetidas, screenshots de memes que nunca mais vamos ver, e aquela série de 200 fotos da mesma paisagem porque não sabíamos qual ia ficar melhor. O Google Photos e o iCloud têm ferramentas de organização automática decentes. E é uma tarefa perfeita para fazer no sofá enquanto fingimos que estamos a ser produtivos.
Apagar subscrições esquecidas
Provavelmente estamos a pagar por três serviços de streaming que não vemos há meses, uma aplicação de meditação que usámos duas vezes, e um ginásio virtual que prometeu transformar-nos em Adónis. Janeiro é altura de fazer limpeza. As definições de subscrição no iPhone e nas contas Google mostram tudo o que está a sugar dinheiro mensalmente. É deprimente mas necessário.
Um conselho já a ser usado no Xá das 5? Abandonem o Spotify (por muito que custe) e escolham outro serviço. O Tidal é uma excelente opção, mas também o Deezer pode ser a solução.
Estar a pagar a um CEO que agarra no dinheiro dos músicos (que nos dão a música) para investir em tecnologia de armamento, não! E dizemos mesmo um NÃO muito vigoroso! Se custa ficar sem acesso a muitas músicas que gostamos? Custa, mas ele há coisas mais importantes nesta vida.
Actualizar palavras-passe
Ninguém quer fazer isto. Toda a gente devia fazer isto. Estamos em 2025 e ainda há pessoas a usar “123456” ou o nome do cão como palavra-passe. Os gestores de passwords como o Bitwarden (grátis) ou 1Password (pago) facilitam a vida. Sim, dá trabalho inicial. Não, não é divertido. Mas quando a conta do banco não for hackeada, agradecemos a nós próprios.
Configurar automações domésticas
Se temos dispositivos inteligentes em casa a acumular pó, Janeiro é boa altura para finalmente configurá-los. Luzes que acendem automaticamente ao anoitecer, aquecimento que liga meia hora antes de acordarmos, persianas que fecham sozinhas. Parece futilidade de rico, mas acordar num quarto quentinho sem ter de sair da cama para ligar o aquecedor é uma pequena vitória diária.
Fazer backup de tudo
O disco rígido externo está ali encostado há meses. O Google Drive tem espaço livre. Fotografias da família, documentos importantes, aquele romance que começámos há três anos e nunca mais tocámos (mas um dia voltamos, juro). Fazer backup é como ir ao dentista: ninguém quer, toda a gente precisa, e só nos lembramos quando já é tarde demais. Mas para quem tem mesmo muita “tralha” acumulada, o melhor é investir num NAS. No Xá das 5 somos fãs e usamos um NAS da QNAP e outro NAS da SYNOLOGY.
Nenhuma destas coisas é particularmente excitante ou revolucionária. Mas são práticas, fazem-se do sofá ou cadeira, e dão aquela ilusão de estarmos a começar o ano de forma organizada. Que normalmente dura até dia 3 ou 4, mas ao menos tentámos.




