
A Lenovo juntou a comunicação social portuguesa num hotel em Lisboa para nos mostrar como vão dominar completamente o mercado tecnológico em 2025. E se acham que estou a exagerar, deixem-me lembrar que já lideram há seis trimestres consecutivos. Isto não é coincidência — é estratégia pura.
A receita secreta: IA em tudo (mesmo onde não faz sentido)
O mantra da Lenovo para 2025 é simples: “Se respira, leva IA”. Desde o mais básico Yoga até ao mais brutal Legion, tudo vai ter inteligência artificial híbrida. É como se tivessem descoberto o tempero secreto e agora o põem em todos os pratos.

A aposta é séria: processadores com mais de 40 TOPS de performance NPU. Para quem não percebe de números, significa que a vossa futura máquina vai conseguir processar inteligência artificial mais rápido que conseguem decidir o que almoçar.
Lenovo Yoga: quando inovação encontra exibicionismo tecnológico
A linha Yoga para 2025 é puro espectáculo. O Yoga Slim 9 tem a primeira câmara do mundo integrada debaixo do ecrã num portátil. Adeus, notches! O resultado é um ecrã 4K pOLED de 120 Hz sem interrupções — como ver televisão premium no vosso colo.

Mas a Lenovo não ficou por aqui. Apresentaram o ThinkBook Plus Gen 6 Rollable, um portátil que se estica como um acordeão. Carregam num botão e o ecrã cresce de 14 para 16,7 polegadas. Útil? Talvez. Impressionante? Sem dúvida.
E para quem acha que isto já é o culminar da tecnologia, mostraram um protótipo com ecrã Micro-LED transparente. Sim, transparente! Porque aparentemente já não chega ter um ecrã — agora tem de ser invisível.
Software: IA que funciona (supostamente)

Três ferramentas principais: AI Now (assistente pessoal que funciona offline), Creator Zone (para fazer arte sem talento) e Learning Zone (que grava aulas, faz resumos e até questionários). Se funcionarem metade do que prometem, já não é mau.
Lenovo Legion: gaming para quem tem muito dinheiro

A família Legion foi completamente repensada. Design “Pro” com materiais aeroespaciais reciclados — porque salvar o planeta também vende.

O Legion 9 de 18 polegadas é uma aberração tecnológica no melhor sentido: até 192 GB de RAM (sim, cento e noventa e dois), SSD PCIe 5.0, seis altifalantes com head tracking e arrefecimento que promete 270W de TDP a apenas 48 dB. Tem até opção de ecrã 3D sem óculos.
O preço? Apenas 4999€. Pocket money, não é?
Legion Go S: a democratização do gaming portátil

Para quem não tem cinco mil euros para gastar numa máquina de guerra, chega a Legion Go S. Ecrã mais pequeno, resolução inferior, mas promete melhor ergonomia e som. Vem com ecrã táctil de 8 polegadas WUXGA 120Hz e processadores AMD Ryzen Z2 Go ou Z1 Extreme.
Bonus: mostraram uma versão “Nebula Violet” que corre SteamOS. Porque às vezes até a Lenovo percebe que o Windows nem sempre é a melhor opção para gaming.
A realidade por trás do marketing

17,9% de quota de mercado não surgiu do nada. A Lenovo percebeu que os portugueses querem qualidade a preços competitivos, e têm entregado consistentemente. Enquanto outras marcas andam a fazer experiências, eles aperfeiçoam o que funciona.
A aposta na IA não é modismo — é preparação para um futuro onde quem não tiver processamento inteligente no dispositivo vai ficar para trás. E com processadores como o Snapdragon 8 Gen 3 com 20 TOPS nos modelos mais acessíveis, estão a democratizar tecnologia que há dois anos era exclusiva dos topo de gama.
Uma invasão bem-sucedida

A Lenovo não está a tentar conquistar Portugal — já conquistou. Agora estão apenas a consolidar a posição com produtos que funcionam, inovações que fazem sentido (na maioria dos casos) e preços que não assaltam carteiras.
Para 2025, preparem-se para ver ainda mais logo da Lenovo nas vossas lojas favoritas. E sinceramente? Depois de ver o que têm planeado, não me surpreende nada.
Nota pessoal: É raro ver uma marca que equilibra tão bem inovação tecnológica com pragmatismo comercial. Podem não ser os mais baratos, mas entregam consistentemente aquilo que prometem. E isso, nos dias que correm, já é meio caminho andado.





