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Mac não é imune a malware e recebe uma dezena por ano

João Gata por João Gata
Outubro 6, 2014
Mac não é imune a malware e recebe uma dezena por ano
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mac-virus-trojan

A Kaspersky sabe bem que os utilizadores Mac (divido os dias entre Mac e PC e sei que é um mito que ainda resiste hoje em dia) pensam, aliás, garantem, que os seus amados Mac não “apanham” vírus. Pois estão bem enganados e não existe um sistema operativo imune aos ataques dos hackers deste mundo.

Se uma das desculpas até uns anos atrás foi não existirem anti-vírus de marcas conceituadas com versões para Mac, isso acabou. Hoje em dia, todas têm o sistema em conta.

Para reforçar que esta noção de “invisibilidade” é errónea, a Kaspersky elaborou um estudo sobre os ataques direccionados a quem pensa que nunca será atacado.

Vale a pena ler.

 

c.i.

Os analistas da Kaspersky Lab calcularam as probabilidades de um programa malicioso infectar um dispositivo Mac OS X. Em Agosto, a possibilidade de um encontro não desejado com malware neste tipo de sistema operativo era de 3%. Comparada com os 21% de risco de infecção que enfrentam os utilizadores do Windows, esta situação com os Macs parece muito mais tranquila. No entanto, se este valor for proporcional ao número de potenciais incidentes, o problema já não parece tão trivial. De acordo com dados da Kaspersky Security Network, um utilizador da Internet activo pode deparar-se com malware instalado no seu dispositivo Mac OS X pelo menos 10 vezes num só ano.

Números de relevo

  • Nos primeiros oito meses de 2014, a Kaspersky Lab registou quase 1.000 ataques únicos contra dispositivos Mac. Estes ataques agrupam-se em 25 famílias principais.
  • As probabilidades de um computador Mac OS X ser infectado são de 3% aproximadamente.
  • Existem 1.800 amostras de ficheiros maliciosos Mac OS X nos registos da Kaspersky Lab.

O malware para Mac OS X mais destacado dentro da recolha realizada pela Kaspersky Lab inclui o backdoor Callme, que dá aos cibercriminosos acesso remoto ao sistema e, como função adicional, rouba os contactos dos proprietários – provavelmente como técnica de abordagem a futuras vítimas.

Outro backdoor, o Laoshu, está assinado com um certificado de confiança do editor. Aparentemente, os criadores deste malware prepararam-se para o distribuir através da AppStore. A função do Laoshu é fazer capturas de ecrã a cada minuto. Um terceiro programa espião, o Ventir, inclui funções de controlo remoto e pode registar as teclas premidas pelo utilizador. A recolha de amostras também inclui um programa espião para iPhone, que contém encriptação de ficheiros e, pela primeira vez, o roubo de Bitcoins para OS X.

“Nos últimos quatro anos, o panorama das ameaças para Mac alterou-se significativamente – de casos isolados para uma epidemia global causada pelo worm Flashback, que infectou 700.000 dispositivos Mac à volta do mundo em 2011. Este foi um ponto de viragem; depois disso, começámos a ver centenas de programas maliciosos para Mac a surgirem todos os anos. Por outro lado, o Mac OS X foi o foco de operações de espionagem protagonizadas por malwares populares, como o The Mask/Careto e Icefog”, afirmou Eugene Kaspersky, Chairman e CEO da Kaspersky Lab.

De acordo com os dados da Kaspersky Lab, os utilizadores dos Estados Unidos e Alemanha sofreram, de longe, a grande maioria dos ataques em 2013-2014, com mais de 66.000 detecções registadas nesses países. Os seguintes cinco países da lista – Reino Unido, Canadá, Espanha, Itália e Austrália – tiveram até 7.700 detecções cada um.

Como manter a salvo o seu dispositivo Mac

A Kaspersky Lab dá 10 conselhos simples para aumentar a segurança do seu Mac:

  1. Crie uma conta sem privilégios de administrador para as actividades quotidianas.
  2. Use um browser que ofereça sistema de isolamento de processos e tenha um sólido historial de resolução rápida de problemas de segurança.
  3. Desinstale a versão autónoma do Flash Player.
  4. Desinstale o Java do computador.
  5. Execute a “Actualização de Software” e corrija o equipamento com as actualizações disponíveis.
  6. Use um gestor de passwords para ajudar a combater os ataques de phishing.
  7. Desactive o IPv6, Airport e Bluetooth sempre que não forem necessários.
  8. Active a encriptação de disco completa.
  9. Actualize o Adobe Reader para a última versão.
  10. Instale uma boa solução de segurança.

Para saber mais sobre as ameaças para Mac, leia o último post do blog oficial de Eugene Kaspersky.

Tags: Kaspersky
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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