As esposas “nigerianas” de Nelson Mandela
Os analistas da Kaspersky Lab registaram um maior fluxo de vírus já tipicos de algumas festividades, como o Natal e o Dia de São Valentim, com o tradicional e massificado envio de flores, propostas, convites e viagens. Até o Xá das 5 avisou para se ter cuidado com estes cartões virtuais, pois muitos trazem na bagagem “presentes envenenados”.
Nos últimos meses tem sido o “spam nigeriano”, aproveitando o recente desaparecimento de Nelson Mandela, a surgir com esquemas de burla online. Os spammers utilizaram activamente os nomes das suas três ex-mulheres para convencer os destinatários mais crédulos sobre a veracidade de um pedido de ajuda da segunda mulher para receber uma pequena fortuna em dinheiro e lingotes de ouro. Graça Machel, por seu lado, teria uma violenta luta intra familiar pelos milhões de Mandela comprovada por um link para uma história publicada num jornal. Se a vítima quisesse ajudar a senhora, daria acesso aos seus dados bancários para que recebessse (e escondesse) alguma parte desse tesouro.
Já no início de Janeiro, os ataques tiveram outro nome também facilmente reconhecivel, o também falecido Ariel Sharon.
Videovigilância
Recentemente começaram a aparecer envios massivos de spam com ofertas de compra e instalação de sistemas de videovigilância para casas particulares e lojas. As ofertas deste tipo de serviços são bastante similares entre si e, de uma maneira geral, trata-se de mensagens de spam enviadas em nome de representantes de diferentes empresas especializadas. No entanto, nos endereços de onde estas mensagens eram enviadas nem sequer se mencionava o nome das empresas.
Distribuição geográfica das fontes de spam
De acordo com os resultados de Janeiro, os três primeiros países-fonte de spam foram os Estados Unidos, a China e a Coreia do Sul. Os EUA subiram ao primeiro lugar, com 21,9% do total de spam enviado, mais 3% que no mês anterior. O volume de spam procedente da China baixou 7% (16%) em comparação com o anterior mês, deixando-a no segundo posto da classificação. A Coreia do Sul ocupou o terceiro lugar, com o 12,5%, menos 1,5% que em Dezembro. No total, estes três países representaram 50,4% do spam mundial.
De uma maneira geral, os números do top 20 dos países fonte mantiveram-se estáveis.
Phishing
De acordo os resultados de Janeiro, a lista das organizações atacadas por phishers não sofreu grandes alterações.
As redes sociais continuam na primeira posição, com 27,3% dos ataques, mais 0,9% que em Dezembro. Os serviços de email e mensagens instantâneas (19,7%) e os sistemas de busca (16,9%) ocuparam o segundo e terceiro lugar, respectivamente.




