Quando a Microsoft lançou o tablet Surface RT, fiquei surpreso com a qualidade de construção mas menos entusiasmado com a potencialidade do conjunto. Quando analisei o Surface Pro 2, percebi que estava perante o que se designa por “maquinão”, mas que tinha aqui e ali espaço para melhorar. Hoje, das 16h às 17h portuguesas, a Microsoft apresentou em Nova York a sua nova coqueluche e, enquanto muitos esperavam a versão Mini do Surface, eis que surge um, até ver e sentir na mão, possivelmente espantoso Surface Pro 3.
A construção em liga de magnésio acompanha uma redução de espessura, menor peso (agora com 800 g), uma arquitectura interna sem ventoinha o que o torna mais silencioso, e tudo isto acompanha um ecrã que passou a ser… MAIOR. Bem verdade, o Pro 3 apresenta um ecrã Full HD com 12″. A ventilação do conjunto faz-se através do chassis e existem melhorias significativas, como o som Dolby Audio (aumentou a potência e nitidez) e até a bateria (entre 15 a 20% em relação ao Pro 2 e promete chegar às nove horas de utilização contínua). Como ligações, apresenta uma entrada USB 3.0 (full size), microSD e Mini DisplayPort.
A marca chama-lhe “design to fit” e acrescentou-lhe a designação “machine to fit“. Uma das críticas que tenho feito, é o quase fabuloso stand incorporado ter apenas dois ângulos fixos. Isso acabou, o Pro 3 exibe um sistema mecânico que permite que o stand consiga qualquer ângulo, o que é perfeito, finalmente, para se poder trabalhar muito confortavelmente.
A capa teclado é também mais fina e traz duas novidades de realce: a primeira é o aumento da dimensão do trackpad. A segunda é um sistema magnético que, enquanto ela está aberta e ligada ao Surface, a eleva e prende uns milímetros acima, fazendo com que o equilíbrio das duas peças seja real e permite, sem dúvidas, poder colocá-lo em qualquer superfície ou ângulo como se tivesse a rigidez de um portátil. Fiquei também convencido!
A Adobe exibiu também o seu Photoshop CC especificamente desenvolvido para o Surface Pro 3 e pareceu-me também muito rápido, fluido e de facilitada execução, tanto com a caneta como os dedos.
E passamos à caneta. O novo modelo que acompanha o Pro 3 designa-se Surface Pen é radicalmente diferente dos anteriores. Não tem o tamanho de uma stylus, mas sim a forma e a dimensão de uma caneta que usamos todos os dias. Melhora o feeling e o equilibrio. Mas esta abre potencialidades únicas. Por exemplo, ao clicar como fazemos numa caneta vulgar para descobrir a ponta (ou escondê-la), esta abre imediatamente no Surface uma página em branco, para que possamos começar a escrever ou desenhar sem mais delongas. Mais um click e esse nosso gatafunho é guardado imediatamente na cloud e disponibilizado em todos os equiamentos que estejam ligados à conta OneDrive. A escrita é muito “humanizada” e responsiva, com mais de 200 pontos de pressão.
Os preços começam nos 799 dólares pelo base de gama com processador Intel i3. Mas a lista serve todos as necessidades e bolsas. Abaixo, o quadro mais informativo que apanhei agora. Estará à venda em Portugal no final de Agosto.

Em suma, e pelo que vi, parece que a Microsoft leu atentamente todas as minhas críticas e decidiu resolvê-las. No papel, conseguiu tornar o Pro 3 num tablet profissional que pode mesmo substituir um portátil. Resta-me esperar para tê-lo na mão e confirmar estas boas novas.




















