A Sony mudou da letra X para Z na sua gama Xperia e ontem a Lenovo mostrou o caminho inverso, ao apresentar os dois novos Motorola que deixam cair a letra X e passam a ostentar o Z. Terá sido combinado? Nunca saberemos, mas há uma coisa que distingue sobremaneira os novos topos de gama da Sony e Motorola: o formato e a função! Enquanto a Sony continua a apostar no tradicional form factor, com poucas novidades que façam gritar um entusiasmado “wow” (ler aqui a apresentação da nova gama), a Motorola agarrou no conceito inovado pela LG com o seu novo G5 e os seus “Friends” (smartphone que estou a ensaiar neste momento) e elevou a fasquia, tornando os novos Moto Z e Moto Z Force nos mais recentes telefones modulares que, estes sim, garantem o factor “wow”.
Se no G5 somos obrigados a desligar o telefone para, depois de carregar num botão, separar a base com a bateria por outro “friend”, o que implica desmontar e montar a bateria no novo elemento para além do tempo perdido para o religar (mas não me queixo), os Moto Z apresentam na sua traseira um conjunto de 16 pinos metálicos e, atenção, magnéticos, ou seja, possibilitam a montagem de um elemento, a que chamam MotoMods, simplesmente por contacto. E isto, senhores e senhoras, é verdadeiramente extraordinário.
À partida, existem três MotoMods: uma coluna externa JBL com dois altifalantes, um Projector de Vídeo, uma bateria extra que possibilita um boost até 22 horas e uma quantidade de capas traseiras de materiais nobres, como madeiras exóticas que tanto burburinho causaram no anterior Moto X.
Também pela primeira vez, temos um sensor de impressões digitais na marca da Lenovo e, muita atenção, é o primeiro smartphone a surgir sem a típica ficha 3,5mm, sim, aquela que liga os auscultadores e que a Apple anda a prometer que vai abandonar. Ó Apple, quo vadis? Até a Moto te ultrapassa…
Tirar a ficha vai chatear muita gente que gastou bom dinheiro num par de auscultadores ou auriculares de qualidade, incluindo eu, visto que quem desejar continuar a ouvir música terá de comprar um novo modelo com bluetooth. Por outro lado, sem esta ficha, o telefone fica ainda mais fino: no caso dos Moto Z falamos de apenas 5,19mm e 6,9mm respectivamente para o Moto Z (bateria com 2600 mAh) e Moto Z Force (3500 mAh).
Para coração, foi escolhido o Snapdragon 820 com 4GB de RAM e 32/64GB de armazenamento, expansíveis até 2TB mediante cartão. O ecrã tem 5,5″ AMOLED QHD com uma melhoria no modelo Z Force onde está ainda colocado um vidro ShatterShield contra rachas e estilhaços.
Existem também diferenças nas câmaras dos dois modelos: o Moto Z tem unidade frontal com 5MP e flash, principal com 13MP com autofoco por laser e estabilização óptica de imagem. O Moto Z Force apresenta uma câmara principal com 21MP com autofoco por laser e também por detecção de fases, mantendo a estabilização óptica de imagem.
A coisa promete! Venham eles!





