O Motorola Razr Fold, o primeiro dobrável tipo livro da marca, foi anunciado esta semana e chega com um argumento difícil de ignorar: a DXOMARK – o laboratório de referência mundial na avaliação de câmaras de smartphone – classificou-o como o melhor sistema de câmara alguma vez integrado num foldable, e o segundo melhor sistema de câmara de smartphone na América do Norte. Para uma estreia neste formato, é um recado claro.
Design e construção: fino, resistente e com Gorilla Glass Ceramic na capa

Com 4,55 mm de espessura quando aberto e 9,89 mm quando fechado, o Razr Fold é um dos dobráveis mais finos disponíveis actualmente no mercado. Não é apenas marketing: a Motorola conseguiu meter aqui uma bateria de 6.000 mAh – a maior alguma vez colocada num smartphone dobrável – sem que o dispositivo pareça um sanduíche de hardware. O mérito vai para a tecnologia de bateria de silício-carbono, a mesma que fabricantes como a Xiaomi e a HONOR têm vindo a adoptar nos seus modelos mais recentes e que, resumindo, permite armazenar mais energia em menos espaço.
A dobradiça é em aço inoxidável com design em gota de água – uma geometria pensada para distribuir a pressão de forma uniforme e proteger o ecrã ao dobrar –, e por baixo do painel existe uma placa de titânio que ajuda o ecrã a recuperar a sua forma plana após cada abertura. O resultado prático é um vinco de dobra menos pronunciado e maior longevidade do painel ao longo do tempo.
No exterior, o Razr Fold é o primeiro smartphone do mundo a usar Corning Gorilla Glass Ceramic 3 na tampa traseira – um vidro cerâmico especialmente desenvolvido para resistência a quedas, com resultados que a Motorola diz serem 75% superiores à geração anterior.
Disponível em Pantone Blackened Blue, com textura em piqué diamantado, e Pantone Lily White, com acabamento inspirado em seda. E há ainda uma edição especial da colecção FIFA World Cup 26, para quem quer o futebol literalmente na palma da mão.
O ecrã que justifica o formato

Quando dobrado, o Razr Fold tem um ecrã externo de 6,6 polegadas – suficientemente grande para ler mensagens, ver notificações e responder sem abrir o dispositivo. Quando desdobrado, revela um painel LTPO 2K de 8,09 polegadas, com taxa de actualização adaptativa (LTPO significa que o ecrã ajusta automaticamente a fluidez entre 1 e 120 Hz consoante o conteúdo, poupando bateria quando não é necessário actualizar o ecrã a alta velocidade) e o brilho mais elevado entre os dobráveis disponíveis actualmente.
O som acompanha o nível do ecrã: Dolby Atmos para áudio espacial – uma tecnologia que distribui o som em múltiplas camadas, criando uma sensação de profundidade e direcção – e altifalantes estéreo afinados em parceria com a Bose. Para um dispositivo concebido também para entretenimento, é uma combinação bem pensada.
A dobradiça adaptativa permite ainda usar o Razr Fold em posições intermédias, como modo portátil (com o ecrã inclinado como um portátil) para escrita e multitarefa, ou modo tenda para ver conteúdos sem segurar o dispositivo. A câmara mãos-livres neste modo é um dos pontos fortes do formato livro face aos dobráveis verticais.
As câmaras: três sensores de 50MP e o selo de ouro da DXOMARK
O sistema de câmara do Razr Fold é, claramente, o argumento central da proposta. São três objectivas traseiras, todas com sensores de 50 megapixéis, o que é incomum mesmo nos flagships convencionais.
A câmara principal usa o sensor Sony LYTIA 828 – o maior sensor de 50MP alguma vez integrado pela Motorola –, com suporte para gravação em 8K e Dolby Vision (o formato de vídeo HDR adoptado pelas principais plataformas de streaming, que preserva mais informação de cor e contraste para visualização em ecrãs compatíveis), além de certificação Pantone Validated para precisão de cor e reprodução fiel dos tons de pele.
A câmara telefoto é periscópica – o sistema óptico em que os elementos da lente são dispostos horizontalmente dentro do corpo do telemóvel, permitindo zoom óptico elevado sem aumentar a espessura –, com zoom óptico de 3x e um modo Super Zoom Pro até 100x assistido por inteligência artificial.
A grande angular tem campo de visão de 122° e suporta modo macro a 3,5 cm. Para a DXOMARK, os pontos mais fortes foram a exposição precisa, a ampla gama dinâmica – ou seja, a capacidade de registar detalhe tanto nas zonas mais claras como nas mais escuras de uma mesma fotografia –, e o desempenho em modo retrato, particularmente elogiado pela distância focal equivalente a 85 mm, que é a distância considerada mais flattering para fotografias de pessoas.
É a primeira vez que um dobrável atinge uma pontuação de 164 na DXOMARK, igualando o motorola signature no selo Gold Label.
Motorola Razr Fold: desempenho, IA e a caneta que ninguém esperava

O processador é o Snapdragon 8 Gen 5, com 16 GB de RAM e até 1 TB de armazenamento – especificações que rivalizam com qualquer flagship do momento. O sistema de arrefecimento líquido gere a temperatura em sessões de utilização intensiva, mantendo o desempenho estável mesmo após períodos prolongados de jogo ou gravação de vídeo.
A integração de inteligência artificial é abrangente e inclui as ferramentas moto ai, com funções como “Catch me up” – resumos personalizados das notificações mais importantes – e “Pay attention”, que faz transcrição em tempo real de conversas ou reuniões. O dispositivo integra ainda acesso ao Microsoft Copilot, Google Gemini e Perplexity AI, o que coloca à disposição do utilizador um conjunto vasto de assistentes de IA directamente a partir do sistema operativo.
Um detalhe que passou despercebido nos primeiros anúncios mas que merece atenção: o Razr Fold é compatível com a moto pen ultra, uma caneta stylus com sensibilidade à pressão, detecção de inclinação e baixa latência. Num ecrã de 8 polegadas, a possibilidade de anotar, desenhar e trabalhar com precisão abre uma dimensão de produtividade que os dobráveis em formato livro raramente exploram de forma séria. A caneta tem bateria para um dia inteiro e é vendida em conjunto com o dispositivo.
A actualização de software está garantida por sete anos, tanto para o Android como para actualizações de segurança – um compromisso que começa a ser standard nos flagships e que é importante para quem vai investir 2.000 euros num dispositivo e quer que ele se mantenha útil e seguro durante esse período.
Motorola razr fold, parte da FIFA World Cup 26™ Collection

A FIFA World Cup 26™ Collection traz um visual inspirado no torneio à linha foldable da Motorola com um razr fold especialmente projectado, combinando estilo ousado e artesanato premium. Um padrão texturizado em relevo, inspirado nas texturas e materiais do jogo, adiciona profundidade táctil e maior aderência, enquanto o detalhe brilhante “26” confere ao dispositivo um apelo coleccionável e distintivo.
No centro do design encontra-se o logótipo oficial da FIFA World Cup 26™ em aço inoxidável com banho de ouro 24K, um toque final que transforma o telemóvel numa lembrança duradoura para os fãs.
Em suma

O Motorola Razr Fold é a proposta mais completa da marca para o segmento dos dobráveis em formato livro, e o título de melhor câmara num foldable atribuído pela DXOMARK não é um pormenor decorativo – é um argumento concreto num segmento onde a fotografia tem sido historicamente o ponto fraco.
Para quem quer um dispositivo que funciona como tablet, smartphone, tripé, bloco de notas digital e câmara de nível flagship num único pacote, a proposta faz sentido.
Preço e disponibilidade
O Motorola Razr Fold está disponível por 1.999€, incluindo a moto pen ultra, a partir de 13 de Abril em pré-reserva em motorola.pt e nos canais habituais de retalho em Portugal.






