Uma das dúvidas que muitas vezes assola a ciência é a proveniência de certos seres e existe uma corrente que defende que os polvos são ETs. Mais, que os polvos são alienígenas provenientes do Espaço!
Novo artigo científico comprova que os polvos são alienígenas
Esta é uma das conclusões mais importantes de um artigo de investigação publicado na revista Progress in Biophysics and Molecular Biology intitulado Cause of the Cambrian Explosion – Terrestrial or Cosmic que investiga a fundo a origem da vida na Terra.

A conclusão simplificada é a de que a vida começou graças a uma chuva de retrovírus que adicionaram novas sequências de ADN aos genomas terrestres. O artigo é claro e afirma que esta situação impulsionou ainda mais a mudança mutagénica.
Mas o que me levou a ler o artigo foi a parte onde se trata da “chegada” dos cefalópodes. Pelo que parece, algumas espécies como polvos e lulas, caíram do espaço congelados numa espécie de estase.
Os autores do artigo defendem que “a possibilidade de lula criopreservada e/ou ovos de polvo, terem chegado em lulas congeladas há várias centenas de milhões de anos, não deve ser descontada” e que “o polvo e outras criaturas beneficiam de características biológicas que parecem ter sido derivadas de algum tipo de pré-existência”.
A teoria de que a vida teve origem para além da Terra não é exactamente uma ideia nova. Como Stephen Fleischfresser aponta num post sobre o artigo de 2018, a teoria da panspermia existe desde a Grécia Antiga. No entanto, esta é talvez uma das primeiras vezes que vemos cientistas a afirmar que os polvos são do espaço.

Comer ou não um alien
Keith Baverstock, um investigador médico da Universidade da Finlândia Oriental, reviu o artigo e reforçou que há de facto muitas provas que tornam a tese plausível. No entanto, também disse que não é desta forma que acontecem grandes avanços científicos.
Como muitas das provas não são definitivas, esta tese apenas acrescenta ao mistério que envolve a origem da vida. Na verdade, nada no resumo do artigo nos ajuda realmente a compreender melhor a história da vida no nosso planeta. Apenas acrescenta mais conjecturas ao já transbordante pote de teorias que a ciência fez nascer ao longo dos anos.
Resumindo, os autores deste artigo apresentaram muitas provas interessantes para outros cientistas continuarem o estudo. E se um polvo à Lagareiro é muito saboroso ou uma salada de polvo no Verão sabe que nem ginjas, começa a ser difícil comer um “bicho” que tem oito cérebros que se prolongam da cabeça às pontas dos tentáculos, muda de cor, tem um sistema avançado de auto-defesa e já demonstrou que é muito, mas muito inteligente.
É um predador mas, ao cair na Terra, encontrou esta raça estranha que tudo come e que tudo destrói. Não sei por vocês, mas acho que vou deixar de comer polvo.





