Estando ligado à tecnologia, também noticiei o Pokemón Go neste mesmo espaço, assim como já alertei para alguns dos perigos como malware e vírus que podem ser nefastos para o nosso equipamento e/ou vida digital.
Mas existem riscos bem mais físicos que começam a ser falados, apontados e discutidos pelos fãs e detratores desta nova febre: quantas pessoas já morreram porque cairam de penhascos, quantas foram atropeladas, quantas partiram a cabeça em postes de rua… e a coisa só agora começou. Há quem aponte a loucura de quem vai ao volante e se estampa contra árvores (ou pessoas) ou como o caso de numa auto-estrada todos pararem os carros para ir caçar um pokémon muito raro.
A febre é tão grande que há já quem lhe perceba outras vantagens: a polícia do estado norte americano de Wyomong está a avançar a hipótese de usar o Pokemón Go para descobrir corpos desaparecidos de potenciais vítimas. Pelo que parece, um jogador deu com um a boiar num lago…
Mas é a reencontrada interacção social por parte de jovens fechados no quarto a disparar contra zombies que está na ordem do dia, assim como o forçado emagrecimento que calcorrear quilómetros está a provocar a quem leva a peito esta coisa da caça. Um sucesso em ambos os casos e, sem sombra de dúvidas, dois dos mais importantes vectores positivos desta febre.
Depois há os novos negócios: taxistas (já em Portugal) que por 20€ transportam o jogador nesta demanda, cafés e restaurantes que pagam para ter um pokemon durante um dia nas suas instalações para atrair uma massa de “potenciais” clientes, e qualquer dia, a venda de guarda-chuvas, sapatilhas, cremes para os pés, pensos contra os calos que qualquer vendedor de rua passe a exclamar no meio dela, principalmente se próximo dos novos locais de culto que é onde estão os “ginásios” para fortalecer os bichos.
Este “novo mundo” virtual não é uma novidade para quem usou ou usa um Sony Xperia, pois este tipo de “realidade aumentada” com a inclusão de bonecada por cima da imagem que a câmara do smartphone deixa ver, já está presente desde, pelo que me lembro, o Xperia Z2. Aliás, acho até estranho que ninguém tenha comentado isso, mas aqui fica um link para o Efeito RA e que já tem uns anos.
Mas chega a hora de tratar a razão deste post e que lhe deu título: ontem, ao acompanhar um jovem primo que buscava um boneco com um nome alien cujo léxico domina, pisei uma poia canídea. No meio da estrada, onde geralmente cão não se alivia, mesmo no meio do alcatrão onde passam automóveis, o espaço físico onde é raro encontrar um excremento, coloquei a sapatilha direita mesmo em cima do despojo. A minha expressão não foi simpática, reforçada pelo facto que ia atento ao que o jovem poderia pisar e não olhei para o que me estava defronte. E agora, digam-me, como se retira o dejecto meio fresco de uma sola de uma sapatilha, cheia de altos e baixos, buraquinhos e caminhos que só têm paralelo num qualquer labirinto criado por um lunático que deveria estar bem preso numa camisa de forças?
Quem me pagará a limpeza deste nobre calçado que me custou uma fortuna e que é frágil na sua própria leveza? Como pedir a alguém para, com um raminho caido de uma árvore, sondar o turtuoso caminho, retirando pedaços secos de ração degustada?
Estou a modos que muito zangado. E a coisa só agora começou.







