
Muitos queremos adquirir um automóvel eléctrico, pelas mais variadas razões. Infelizmente, poucos têm hipótese para adquirir um carro de nicho e que ainda apresenta algumas limitações. Por muito que o anterior governo tivesse decretado uma ajuda à Nissan e ao seu Leaf, na tentativa de garantir a fábrica de baterias para Aveiro, tudo se esfumou. E, em Portugal, assim continua.
Ou os fabricantes levam a sério esta sua aposta e oferecem grandes descontos, perdendo dinheiro (tal como muitas empresas de tecnologia fazem com os seus equipamentos, ajustando e redifindo a margem de lucro noutras matérias ou extras), ou nunca mais sairemos deste rame rame.
O CEO da Opel anunciou com alguma pompa o reforço da estratégia da marca neste incentivo, o que poderá ser um valioso empurrão para o seu Ampera e derivados… mesmo que seja para o centro e norte da Europa, pois o preço continua longe da possibilidade realista dos “PIGS”.
Comunicado de imprensa:
O CEO da Opel, Karl-Thomas Neumann, anunciou uma redução substancial no preço de venda ao público do revolucionário modelo elétrico Ampera, o único automóvel eléctrico europeu capaz de percorrer distâncias de 80 quilómetros em puro modo eléctrico e mais de 500 quilómetros em operação bi-fuel, sem ter que parar para recarregar a bateria.
O fabricante decidiu baixar significativamente o preço recomendado de venda ao público do Ampera em alguns países, entre os quais Portugal. Com isto, a Opel pretende dar um contributo efectivo para o incentivo à utilização de tecnologias alternativas de motorização, as quais não estão ainda suficientemente disseminadas, na opinião da marca. O preço do Ampera em Portugal passa para 38.300 euros, o que representa uma substancial redução de 7600 euros.
«O Opel Ampera foi o primeiro automóvel eléctrico de uma marca europeia. Colocando-lhe um preço mais competitivo, estamos a manifestar a nossa intenção de manter uma estratégia bem definida no que diz respeito à mobilidade sustentável. Na Opel, queremos continuar a investir na motorização eléctrica e acreditamos num futuro em que os automóveis não produzirão emissões», defendeu Karl-Thomas Neumann no Congresso do ZEIT, em Frankfurt, que reuniu um painel de prestigiados especialistas no tema da mobilidade do futuro.




