Como muitas pessoas, principalmente as que se dedicam às áreas de comunicação, um dos primeiros afazeres matinais é ler as notícias. E hoje, a primeira, foi esta:

O ex-jornalista Pedro Oliveira, que dirigiu a revista Exame Informática durante 17 anos e desempenhava atualmente as funções de diretor de parcerias e Novos Negócios e head of digital da Trust in News, além de continuar a ser apresentador do programa Exame Informática TV, faleceu esta manhã, aos 49 anos, vítima de doença súbita após ter contraído Covid-19. (in Visão)

A foto confirmava. É o Pedro. Um homem que era “aquela máquina” e que, neste momento, encheu todos os corações que o conheciam com uma profunda tristeza. Por ele, pela família, pelos colegas e amigos.

Todos têm a sua história (ou histórias) com ele, seja porque era um holofote televisivo, porque o acompanhavam na redacção ou nas múltiplas viagens por essas feiras e eventos fora.

Acho que ele e o Sérgio Magno, ambos da Exame Informática, foram as primeiras pessoas com que me deparei quando reiniciei este blogue. Teríamos de guiar um carro com os vidros todos tapados e cujas câmaras faziam de espelhos retrovisores e panorâmica frontal eram de telefones Xperia. Lembro bem.

Era o meu primeiro evento, eles estavam logo à porta a beber um café e indicaram-me que era lá à frente. Um perguntou-me quem era e respondi que tinha um blogue. Sorriram. E uma das grandes “discussões” que nos acompanhou à mesa ou à espera dos muitos aviões a partir dessa altura, era a “guerra” entre jornalistas e bloguers.

Curiosamente, cruzei-me com o Pedro há pouco tempo onde me deu os parabéns pelo Festival Mental, que era “uma grande malha” e o futuro a abrir-me outra porta. Ficámos em combinar uma participação na edição próxima, caso o tempo lhe desse espaço.

Bom, essa presença estará por lá mas não da forma como se previa.

O Pedro era um homem bom, respeitado por todos, e que nos leva um bocadinho da alma.
Mas Pedro, “uma vez na net, sempre na net”. Estarás connosco para sempre.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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