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PFU Ricoh transforma Lisboa num centro europeu de IA

João Gata por João Gata
Maio 21, 2026
PFU Ricoh reforça investimento em Lisboa para soluções de inteligência documental e IA

A PFU, empresa do Grupo Ricoh, vai investir mais de 3 milhões de euros em Portugal até 2031

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A PFU, subsidiária da Ricoh, anunciou um investimento superior a 3,3 milhões de euros em Portugal até 2031, reforçando Lisboa como centro estratégico europeu para inovação, suporte técnico e desenvolvimento de soluções de inteligência artificial aplicadas à gestão documental.

O anúncio mostra como Portugal continua a ganhar relevância dentro do mapa tecnológico europeu, sobretudo em áreas ligadas à cloud, automação empresarial e inteligência artificial. E neste caso, há uma nuance particularmente interessante: a PFU acredita que o futuro da IA não começa nos algoritmos, mas sim nos documentos esquecidos em gavetas, arquivos e PDFs mal organizados.

Parece menos glamoroso do que falar de robots humanóides ou carros autónomos, mas a verdade é que a economia digital moderna vive obcecada com dados. E sem dados limpos, estruturados e utilizáveis, até a inteligência artificial mais avançada começa rapidamente a parecer um estagiário perdido numa sala cheia de papelada.

Lisboa ganha peso estratégico na operação europeia da PFU

Jesus Cabanas PFU 2
Jesús Cabañas

Actualmente, a operação da PFU em Lisboa conta com uma equipa especializada de 14 profissionais responsáveis pelo suporte técnico para toda a região EMEA. A empresa quer agora expandir significativamente esta estrutura nos próximos anos.

Segundo Jesús Cabañas, responsável ibérico da empresa, Lisboa deixou de ser apenas um centro de apoio técnico para se tornar um verdadeiro pólo de inovação operacional. Isso inclui suporte internacional, desenvolvimento de soluções inteligentes e expansão do ecossistema ligado à inteligência documental.

É mais um exemplo de como Portugal continua a afirmar-se como território atractivo para empresas tecnológicas internacionais. Custos competitivos, talento especializado, qualidade de vida e crescente maturidade digital continuam a pesar bastante nestas decisões estratégicas.

Inteligência artificial precisa de dados organizados

A grande mensagem da PFU é bastante clara: digitalizar documentos já não chega.

Durante anos, muitas empresas limitaram-se a converter papel em PDFs sem qualquer estrutura inteligente. A PFU chama a isso “digitalização cosmética”. Ou seja, muito ficheiro digital, pouca inteligência real.

A empresa quer agora posicionar-se precisamente na fase seguinte da transformação digital: converter informação não estruturada em dados utilizáveis por sistemas de IA, automação e análise empresarial.

PFU Ricoh quer transformar scanners em motores de IA

Curiosamente, a PFU acredita que os scanners estão prestes a ganhar nova importância estratégica dentro das empresas.

Aquilo que durante anos foi visto apenas como equipamento administrativo de backoffice passa agora a ser apresentado como peça crítica na cadeia de valor da inteligência artificial. Porque é precisamente na captura inicial da informação que tudo começa.

A empresa aposta fortemente em soluções integradas que juntam hardware, software e inteligência artificial para garantir qualidade de dados logo na origem. Segundo a própria PFU, dados imperfeitos apenas amplificam erros nos sistemas de IA.

E honestamente, a comparação utilizada pela marca até funciona bastante bem: trabalhar com dados maus é como conduzir um Fórmula 1 a 300 km/h com a viseira embaciada.

PFU Ricoh reforça parceiros e ecossistema português

Silvia Ustarroz PFU 3
Silvia Ustárroz

O plano estratégico da empresa assenta em quatro pilares principais: expansão de software documental, reforço da rede de parceiros, desenvolvimento de IA aplicada à digitalização e crescimento em sectores estratégicos como saúde, justiça, educação e administração pública.

A PFU integrou recentemente novos distribuidores em Portugal, incluindo a TD SYNNEX e a Esprinet, enquanto procura aumentar a proximidade junto do mercado nacional.

Ao mesmo tempo, a empresa pretende ajudar parceiros tradicionais de hardware a evoluir para funções mais consultivas e integradoras. É um movimento natural num mercado onde vender apenas equipamentos deixou de ser suficiente para garantir crescimento sustentável.

Tecnologia documental continua a evoluir

Apesar de muita gente associar inovação apenas a inteligência artificial generativa, realidade aumentada ou robots, a verdade é que existe uma revolução silenciosa a acontecer nos bastidores da gestão documental.

A PFU continua a investir fortemente em tecnologias próprias como o Clear Image Capture, focado em melhorar qualidade de digitalização, e o PaperStream Capture Pro Premium, uma plataforma inteligente para extracção, classificação e ingestão de dados.

Estas ferramentas tornam-se particularmente importantes numa altura em que empresas e administrações públicas enfrentam enormes volumes de documentação híbrida, espalhada entre papel, PDFs, cloud e múltiplos sistemas internos.

Digitalizar também é preservar memória histórica

Um dos aspectos mais interessantes desta estratégia passa pela vertente cultural e patrimonial.

A PFU já participou na digitalização de arquivos históricos do Vaticano, incluindo documentos centenários ligados ao Dicastério para a Comunicação.

É um excelente lembrete de que digitalização não serve apenas produtividade empresarial. Serve também preservação de memória colectiva, democratização do acesso ao conhecimento e protecção de património histórico.

Num mundo cada vez mais dependente do digital, aquilo que não for preservado tecnologicamente arrisca-se simplesmente a desaparecer.

Portugal quer ganhar espaço na economia da IA

A aposta da PFU em Lisboa encaixa numa tendência muito mais ampla. Portugal continua a posicionar-se como ponto estratégico para operações europeias ligadas à tecnologia, cloud, centros de suporte e inteligência artificial.

Se os objectivos forem cumpridos, a empresa admite mesmo duplicar a dimensão da operação portuguesa nos próximos cinco anos.

E isso ajuda também a desmontar um mito frequente: o de que inovação tecnológica só acontece em Silicon Valley, Londres ou Berlim. Cada vez mais, Lisboa aparece como plataforma relevante dentro da economia digital europeia.

Tags: automação documentalcloud empresarialdigitalização documentalIA empresarialinteligência artificialLisboa hub tecnológicoPFU RicohRicoh Portugalscanners profissionaistecnologia PortugalTransformação digital
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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