E eis que a chinesa Xiaomi lança aquele que deverá vir a ser o phablet (um smartphone com dimensões quase a chegar a um tablet) mais desejado do ano e, quiçá, dos que se avizinham. Aquilo que todos queremos num novo terminal é que seja melhor que os anteriores, certo, mas que também tenha aquele factor extra que nos faça admirá-lo constantemente, utilizá-lo até à exaustão, em suma, ficar agradecido por ter uma peça tecnológica no bolso que nos enche as medidas.
É o que se vai passar com o Xiaomi Mi MIX, um disruptivo telefone que, finalmente, faz com que o ecrã ocupe quase a totalidade do painel frontal deixando, e muito bem, uma margem na base para o podermos segurar ainda com à vontade. Mas o que poderá afastar muitos interessados é, exactamente, o ecrã, pois tem um tamanho mais de tablet do que telefone: 6,4″ com 1080 x 2040 pixels de resolução, convenhamos, que é realmente grande. O Mi MIX é anunciado logo a seguir ao lançamento de outro terminal chinês que promete ser um sucesso, o Mi Note 2. Será que a Xiaomi descobriu o pote de ouro no final do arco-iris?
O Xiaomi Mi MIX tem corpo em cerâmica e foi desenhado em colaboração estreita com um mago do design (que tem andado mais ou menos desaparecido após a ascensão triunfal à fama e fortuna durante os anos 80 e 90), o gaulês Philippe Starck, e isso nota-se no desenho simples, limpo, quase puro. Esta bonita caixa guarda dentro um processador Snapdragon 821 SoC a 2.35 GHz, 4 GB de RAM e 128 GB de capacidade interna. A bateria de 4400 mAh promete muito tempo de ecrã e tem suporte QuickCharge 3.0.
No ramalhete técnico surgem o suporte áudio 192 kHz/24-bit, a tecnologia acústica de cerâmica piezo-eléctrica que toma o lugar do tradicional auscultador (enviando vibrações que atravessam o vidro/ecrã), USB Type C, NFC, sensor ultra-sónico de proximidade, câmara principal de 16MP e frontal com 5MP (colocada na base) e sensor de impressões digitais, entre outras características.
Este phablet que pesa 209 g e mede 158.8 mm x 81.9 mm x 7.9 mm, terá também uma versão PRO com 6GB de RAM, 256GB de capacidade interna e alguns apliques em ouro de 18k, perfeito para o gosto chinês.
E é para chinês ver e comprar que este novo Xiaomi está pensado, pois se bem que as vendas comecem brevemente, não há planos para o seu lançamento na Europa. Com ou sem ouro, se quiserem arriscar em importar, fala-se de cerca de 500€ para o modelo normal e 580€ para o PRO.









