A Priberam divulgou hoje as palavras mais pesquisadas em janeiro no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa e os resultados dão-nos algumas pistas interessantes, com o frio e a pandemia a continuarem a dominar a actualidade.
Dependendo da proveniência (muitos dos utilizadores estão no hemisfério sul), foram feitas mais de 5 milhões de consulentes que realizaram mais de 23 milhões de pesquisas no Dicionário Priberam em janeiro.
Afinal, o frio e a pandemia da covid-19 não deram tréguas, pelo menos em Portugal.
E o que procuraram em janeiro os utilizadores do Priberam?
O novo confinamento fez disparar as buscas por postigo, colapso ou profilático e a campanha para as eleições presidenciais esteve na origem de buscas por demagogia ou misógino.
Ainda no Top 10
No top 10 das palavras mais procuradas no mês passado encontramos ainda sororidade, acessar, procrastinar, despautério e profícuo.
Nos restantes países de língua oficial portuguesa, a lista das palavras mais pesquisadas em janeiro no Priberam é encabeçada por arrelia (Angola), sadomasoquismo (Brasil), conducente (Cabo Verde), sobrolho (Guiné-Bissau), embarcar (Moçambique), necrófagas (São Tomé e Príncipe) e serologia (Timor-Leste).
O ano em palavras
Estas foram as palavras mais pesquisadas no primeiro mês de 2021, mas as 31 palavras que definiram o ano de 2020 estão disponíveis em https://oanoempalavras.pt, onde se apresenta um total de 31 palavras escolhidas a partir das 250 que mais foram pesquisadas ao longo de 2020 pelos utilizadores do Dicionário Priberam.
O site que, pelo quarto ano consecutivo, resulta de uma iniciativa da Priberam e da Lusa, integra conteúdos dos repórteres fotográficos e jornalistas da agência noticiosa, que dão contexto a cada uma das palavras, e está estruturado por ordem cronológica.
O ano de 2020 registou um aumento muito significativo do número de pesquisas no Dicionário Priberam, subindo para 45 milhões de utilizadores (mais 7 milhões do que no ano anterior), os quais geraram um número de pesquisas que é quase o dobro do registado em 2019: de cerca de 133 milhões passou-se para 261 milhões.





