Qualquer pessoa que tenha nascido no milénio passado e que continue a escrever por profissão ou lazer, tem sempre muito cuidado ao escolher o seu principal instrumento de trabalho, ou seja, o teclado com que debita informação “digital”. Eu próprio nunca estou totalmente satisfeito, mas confesso-me rendido ao teclado Apple (não fora uma borra de cigarro tê-lo encostado à box) e, mais recentemente, aos similares da Rapoo. Com base metálica e um bom espaçamento entre as teclas, são realmente muito bons e vendidos a um preço bem menos oneroso que o original da maçã.
Mas porque muito bons que sejam, continuo sempre a parar quando vejo numa montra, numa prateleira ou num museu, uma clássica Regminton, Underwood, Smith Corona ou Royal, que me leva automaticamente a uma pormenorizada observação. Mas que fascínio este, sabendo perfeitamente (porque trabalhei com Olivettis e IBMs) que era preciso comer um bife para conseguir ter força para escrever um texto?
Num repente, descubro que a Qwerkywriter já se vende (conheci-a ainda em fase Kickstarter) para o mundo inteiro. Ok, são cerca de 300€ por, afinal, um simples teclado bluetooth, mas só o gozo de olhar para o design, o detalhe das peças, o lettering das teclas (que se podem mudar com muita facilidade) todos os dias antes da jorna, parece-me que merece uma pequena loucura com o cartão de crédito, concordam?




