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Renault Megane 1.6 dCi 130 GT Line, o ensaio ao sucesso anunciado

João Gata por João Gata
Abril 8, 2016
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Começo por escrever o óbvio: a quarta geração dá-nos um novo Megane que é um delírio visual! Tudo começa numa frente empolgante, cheia de estilo, muito desportiva, continua num perfil com ângulos e linhas bem vincadas, para terminar numa traseira estrondosa, que mete respeito a quem a segue. E tudo melhora ao lusco fusco quando os faróis LED (com efeito 3D na frente) reafirmam o carácter original deste novo modelo. É pura e simplesmente fascinante, adjectivo que geralmente guardo para os Alfa ou outros distintos semelhantes em traço.

Lá dentro, outra surpresa: um tablier muito moderno, talvez até demais para muitos condutores, onde a palavra “digital” tem a sua máxima expressão neste segmento. É um carro que convida à personalização visual e ambiental, pois de cada vez que alteramos o “conceito”, as luzes de presença interiores acompanham o gesto / gosto / estado mental ou sensorial (cinco modos: verde económico, azul confortável, amarelo  neutro, vermelho desportivo e violeta personalizado). Mas acima de tudo, é um imenso ecrã táctil de 8,7″ que nos convida à escolha de inúmeros parâmetros do sistema RLink2 e que se calhar até serve para ler o jornal enquanto estamos na fila.

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Depois do empolamento inicial, o qual leram acima, há que dizer que este Megane é um belo automóvel, confortável, dinâmico, mas que também tem alguns pontos contra: tratando-se de uma nova plataforma, o espaço poderia ser maior (o Nissan Pulsar continua uma referência inultrapassável neste capítulo) e as bacquets tipo competição montadas nos lugares dianteiros, complicam a entrada e saída de quem se senta ao volante. A visibilidade traseira é quase nula devido a um óculo muito pequeno e, num carro tão hightech, dei por falta de uma câmara de vídeo que ajudasse às manobras de estacionamento numa cidade cada vez mais complicada, como é Lisboa, e que seria o perfeito reforço para os alarmes sonoros (em que podemos escolher o som). O Megane também me pareceu muito largo, o que lhe garante um comportamento em estrada muito eficaz, mas que complica as manobras urbanas, principalmente em acessos como o estacionamento no Corte Inglês. Outro ponto negativo, é o acesso à bagageira, demasiado alto e que obriga à ginástica e algum músculo. Esta tem 384 litros ampliados aos 1247 litros com o rebatimento dos bancos traseiros na proporção 40/60.

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Mas o conforto é pleno. E existem várias razões para que o vivamos: belos bancos com apoio lateral extraordinário, excelentes materiais e acabamentos (ao nível das referências que todos os anos vencem os prémios em Portugal), uma montagem digna de registo, mesmo em zonas que incorporam equipamentos complexos, como a zona do HUD, um ecrã com uma qualidade acima da média e os equipamentos que todos desejamos num automóvel (mas que geralmente só encontramos nos segmentos superiores): AC automático bizona com comando sensível ao toque na consola central, o que não me seduziu, pelo contrário, RLink2 com bluetooth, ligação à net e Apps, sistema Multi-Sense com personalização da cor e design dos manómetros e da luzes ambiente nas portas,  HUD (head up display) informativo q.b. (aproximação colorida do veículo à frente, navegação, controlo de velocidade, velocímetro, entre outras notas), vidros escurecidos, espelhos em cor diferente, puxadores das portas que juntam a cor da carroçaria ao cromado de base (um efeito muito elegante), chave verdadeiramente inteligente, e um sistema start/stop muito eficaz ajudado pelo hill assist para aparcamentos em calçadas.

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A condução tem inúmeras ajudas e, mais uma vez, sentimo-nos aos comandos de um carro de segmento acima. A lista é extensa, mas há que mencionar o regulador de velocidade adaptativo (ACC) que nos “guia sozinho” o automóvel, mantendo, baixando ou aumentando a velocidade de acordo com o veículo que o precede, travagem activa para as emergências, o já normal som de aviso quando mudamos de faixa, aviso luminoso de ângulo morto, reconhecimento dos sinais de trânsito, o que é replicado no visor HUD e muitos etecétera.

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Ao volante é como percebemos que este conjunto funciona e é uma excelente proposta. O bloco 1.6 tem aquele sumo dos 130 cv que surgem com um binário máximo de 320 Nm disponível às 1750rpm, ou seja, não precisamos de muito para ele acordar para a vida e mostrar que está ali para as curvas. Com chuva ou sem ela, como me foi dado a entender durante o ensaio, ele pisa muito bem, demonstra grande equilíbrio e um grande à vontade, mesmo se formos obrigados a um constante ziguezague para evitar os buracos que surgem a cada temporal.

 

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Se o Megane era um modelo racional com grande sucesso em frota, passa com esta nova geração a ser um modelo passional. O preço aumentou, mas percebe-se e aceita-se. Acima de tudo, deixou-me uma impressão tremendamente positiva e, posso mesmo afirmar, que passou a ser um veículo que não me importava nada de ter. Pelo contrário: linhas exuberantes, qualidade de construção que se nota e sente, tecnologia que me encanta e um equilíbrio quase imaculado em rodagem, fazem deste um sério concorrente ao trono. E sim, com coroa e número 1.

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PVP: 31.330€ (versão ensaiado)

 

 

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Tags: Renault Megane 1.6 dCi 130 GT LineRenault Megane 1.6 dCi 130 GT Line ensaioRenault Megane 1.6 dCi 130 GT Line reviewRenault Megane 1.6 dCi 130 GT Line teste
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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