Um post sexista, elitista e cheio de medo pelo futuro da raça humana, naturalmente.
As famosas bonecas insufláveis, aqueles sacos plásticos com dois orifícios para responder às vontades e urgências, tiveram (e ainda têm nas festas universitárias) um tremendo sucesso comercial ao longo das últimas décadas.
Mas eis que, lá nos idos 90 (mais propriamente em 1996, fui checar à wikipedia), surgiu o que ainda hoje é apontado como o topo de gama dos sextoys: as famosíssimas RealDoll, bonecas feitas em silicone com um imenso programa de personalização. Sim, desde a cor de cabelo ao tamanho da copa, passando até por lingerie, tudo é “costumizável”.
Este tipo de “brinquedo sexual” sempre foi uma coisa de homens, fascinados pela sua potencialidade e possibilidade. As mulheres, contudo, têm feito saber que são um imenso mercado e que também estão receptivas a companheiros e companhia para os tempos livres.
Com toda a nova tecnologia, os brinquedos de formato e forma masculina têm uma tarefa árdua pela frente: conseguir fascinar uma mulher apenas pelo corpo (…).
Este também é personalizável desde o tipo de cabelo ao tamanho do aparelho urinário, mas, e aqui muita atenção, têm partes metálicas e outras móveis que necessitam de baterias para poder funcionar.
Estes novos robots têm outra particularidade: se a/o cliente desejar, podem ter um módulo extra que possibilita um certo tipo de diálogo (pergunta / resposta) o que muda por completo o tipo de acção com quem vai, enfim, interagir.
Os bonecos com pénis biónicos da sinthetics serão certamente uma grande ameaça ao orgulho masculino. A pujança será outra, dependendo do tempo e nível de carga. Mas faltar-lhes-á o toque e o conhecimento de alguns truques. Nada que o futuro não possa oferecer.
Por enquanto, podem estabelecer uma espécie de diálogo que nunca irá contra a opinião e vontade de uma mulher. E nós, pobres seres físicos cheios de defeitos, sabemos bem a importância que isso tem no dia a dia de um casal.
Valha-nos o preço de cada boneco ainda proibitivo para a maior parte das mulheres da nossa vida.








