Em português denomina-se “Pesquisa no Gráfico Social” o que, desde logo, é suspeito.
Em inglês é apenas Graph Search, bem mais cool e curto.
Estive a ver o Mark a apresentar a novidade durante uns valentes minutos, mas depois percebi que mais valia estar a escrever sobre outras notícias e mais tarde ver o resumo que seria (e foi) replicado por tudo o que é serviço noticioso.
Esta pesquisa NO gráfico social, é uma espécie de motor de busca interno, aproveitando os números inimagináveis de dados sobre os próprios utilizadores. A partir de agora, será mais fácil e rápido pesquisar (perseguir) alguém através de todo o nosso historial desde os likes que fizémos, às músicas que gostamos, vídeos que vimos, posts que replicámos, lugares, interesses, ou seja, tudo.
O Mark diz que isto é bom para nós, pobres seres quase trogloditas, e que nos equipa com as ferramentas certas e necessárias para a nossa pesquisa ser mais dinâmica e… enfim, certeira. Agora será mais fácil perseguir alguém e toda e qualquer pessoa que, infelizmente para ela, tenha o azar de gostar das mesmas coisas que nós “gostamos” ou pretendemos gostar.
O Facebook quer ainda que, no futuro, a Pesquisa no Gráfico Social integre sugestões relacionadas com música e filmes através de parceiros como o Spotify ou o Netflix.
Quem desejar começar a procurar quem não conhece ou ainda não é amigo na rede, pode tentar já o seguinte link.
Vamos então pensar em possibilidades de pesquisa:
a) pessoas que gostem de música barroca e que se encontrem ao Domingo a ler o expresso no CCB
b) pessoas que conseguem subir Monsanto de bicicleta em mudança igual ou superior à quinta
c) pessoas que tenham vivido em pelo menos três países e que gostem de malas Chanel mas não sejam bloggers de moda
… estão a perceber o esquema? Demoníaco e para uma geração de dolce fair niente, concordam?
Ainda tenho este livro em casa, mal sabia eu que estava muito à frente do tempo do Mark…






