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Análise Sony Walkman NWA-A105 – Xá das 5

João Gata por João Gata
Agosto 3, 2020
Análise Sony Walkman NWA-A105 – Xá das 5
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Como pode sobreviver um Walkman Android ao lado de um smartphone Android? Bom, vamos ver.

Sou um confesso admirador e, pasme-se, utilizador de Walkmans. E sim, walkmans da Sony. Por muito que tenha tido outros elementos durante a vida de várias marcas, com especial destaque para a sensacional Creative, a Sony sempre conseguiu manter-se à tona e liderar aquilo que, quanto e para mim, é imprescindível: qualidade de som.

E é isto, meus amigos, tudo se resume à qualidade de reprodução dos qualitativamente nefastos e trogloditas ficheiros digitais.

Basta ver o vídeo para um resumo das capacidades e tecnologias de processamento de áudio que este pequenito device “carrega”.

Do vinil ao MP3

Pensem bem nisto: sou um filho do vinil. E neto. Nasci e cresci com ele. Depois tive de perceber que o vinil estava acabado e comprei tudo o que tinha em CD. Agora, 25 anos depois, o CD está completamente acabado, o Vinil na moda e sou obrigado a ouvir uns míseros MP3, ficheiros digitais que poluem o éter a 128 kb/s (com sorte) e que são reproduzidos no seu belo esplendor sem graves nem agudos.

Meus amigos, a música é feita de graves, médios e agudos. Mas o MP3 não quer saber disso.

Basta meter um jovem a ouvir um vinil para lhe fazer perceber que não é deste mundo: o que é isto, questiona jocosamente, antes de arregalar os ouvidos (e olhos) quando entende que o som, essa coisa estranha, consegue realmente transmitir emoções. E a música é emoção, mas com corpo e alma. Ou seja, frequências. Ou seja, SOM!

Sony NW-A105

Do Walkman A15 ao A105

Tenho a sorte de me fazer acompanhar por um minúsculo Walkman, modelo NWZ-A15, já com uns anitos (ler análise aqui). E, confesso, que me mantenho fiel mesmo que o sistema obrigue a um compulsivo entrar de comandos, em forma de menu estrela, e por alguma razão, ser verdadeiramente difícil conseguir escolher as músicas guardadas num mega cartão microSD e não as que estão guardadas nos 16GB RAM iniciais.

Acontece que esse problema se mantém no A105. São pastas diferentes e para ouvir um não se pode escolher aleatoriamente o outro, algo bizarro. Portanto, o que fiz foi sacrificar os 16GB inhouse e escolher apenas o folder de 64GB de cartão. E como o A105 é Android, estes 16GB servem para outras coisas (ou pelo menos metade disso, porque pelo menos 8GB desaparecem com o sistema e apps android). Já lá vamos.

IMG 1991

A105

Parece um modelo da Mercedes, não é? Mas a verdade é que parece um, tal a forma como representa qualitativamente um formato que muitos julgam ultrapassado mas que tem, quanto a mim, cada vez mais importância num mundo sacrificado às playlists por streaming.

É que vamos lá pôr os pontos nos is: eu gosto da música que gosto e que ao fim de décadas bem vividas (e muito, mas mesmo muito preenchidas)venho apurando num formato de playlist onde consigo arrumar, assim por alto, uns 1000 discos. Sim, MIL. E discos inteiros, não é singles.

Ora por muito que os spotifys da vida queiram substituir toda a minha estrutura, esbarram numa parede chamada memória. E com ela, toda as músicas que lhe pertencem. Percebem porque é tão importante tenros o NOSSO reprodutor musical e não confiar no que o algoritmo diz? Pensem muito bem nisto!

IMG 1998

The walk… man

Na caixa o walkman, o cabo USB-C (finalmente, Sony, parabéns), uma tampa para a ranhura do SD Card e é isso.

O A105 é um equipamento Android com todas as benesses. Ou seja, temos um device que mais parece um telefone mas que não faz chamadas.

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É minúsculo, muito leve, tem um painel frontal com visor muito brilhante e colorido com 720p, e com um design tão simples quanto perfeito. É mais pequeno que um iPhone SE 2020, tem uma construção sólida em alumínio e é difícil perceber onde acaba um “smartphone” e começa um “walkman”.

Os comandos tácteis estão todos na lateral direita, desde o grande botão ON/off ao volume, mudança de faixa e hold. Na base, a entrada 3,5mm para o cabo auxiliar (não balanceado), um lock e a entrada para cartão de memória.

A grande vantagem destes comandos é a sua compatibilidade com outros players, ou seja, funcionam desde Android a iOS e com variadíssimas aplicações, do Spotify ao Tidle. E esta é uma mudança radical no que concerne a reprodutores exclusivos.

IMG 1993

Som

Bom, tudo depende da qualidade dos ficheiros que queremos reproduzir. O amplificador é o mesmo do A45, ou seja, não dá um boost tremendo para quem gosta de queimar os tímpanos. É alto mas não exagerado, e pode ser insuficiente para alguns utilizadores.

No máximo tende a ser expressivo em demasia, ou seja, pode entrar em distorção nos sons mais agudos, mas acho que ninguém aguenta mais de 60 segundos com os fones a gritar. E sim, a qualidade dos auscultadores fazem parte do esquema final.

E aqui chegamos a um ponto importante: os A105 não trazem nenhum par de auriculares. A Sony sabe que quem compra um walkman já tem auscultadores ou auriculares preferidos e, portanto, achou por bem exclui-los para baixar o PVP final.

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Android: sim ou não

Bom, se temos possibilidade, por ser Android, de baixar e instalar qualquer fonte, reprodutor, app que desejamos, temos de ter cuidado com toda a nossa vida digital. Ou seja, cuidado com as notificações das contas associadas ao nosso Gmail.

Podemos sempre fazer um “Pin it” em relação à aplicação que mais usamos, o que pode ser a solução ideal para ultrapassar esse tipo de “chatices”.

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Bateria

Mhhhh… podia ser melhor, Sony, principalmente se ouvirmos alto e bom som ficheiros HiRes Audio. E se usar bluetooth e cancelamentos de ruído e etc., ela esvai-se num instante. Mas ok, como é USB-C, dá para recarregar num instante. Com o novo upgrade e em modo “avião”, a bateria aguenta uns dois dias. Não é mau, mas é sofrível.

 Concluindo

Para quem tem uma biblioteca noutros equipamentos, é fácil, sendo o A105 um equipamento Android, mantê-la sempre actual com o serviço Google, pois pode ser feita automaticamente e durante um sono reparador.

Logicamente que em tenros de qualidade de reprodução, tudo é um pouco melhor que o tradicional telemóvel. É muito refinado, tem apps específicas para melhorar e moldar o som às nossas preferências e, acima de tudo, todo o pedigree da Sony neste campo já muito abandonado.

O facto dos botões físicos poderem controlar todas as apps para além das da marca é apenas bom demais e algo que tenho de realçar.

Mas sem dúvida, a ligação USB-C é, para equiparar com o meu antigo A15, é aquele passo que faltava para poder transportar o A105 para todo o lado sem a chatice de ter de me lembrar do cabo específico.

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Características principais:

16GB, Hi-Res Audio, Wi-Fi, Bluetooth, ecrã táctil de 3.6″, Android 9.0, S-Master HX, DSEE-HX, USB Tipo C

PVP: 299€

Tags: Análise Sony Walkman NWA-A105Sony
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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