Estava ainda a experimentar o Xperia E3, um dos smartphones de gama de entrada com melhor design e construção, quando me telefonaram para substitui-lo pelo novo Sony Xperia E4. E ainda bem que o fizeram, pois o salto em frente é enorme. E digo enorme porque o ecrã cresceu para umas belas 5″ e ocupa agora quase a totalidade do corpo, conseguindo um belo efeito visual. Este E4 vai dar que falar.
Mas tenho de compará-lo com o E3. Percebo a opção tomada no novo E4 ao escolher uma capa traseira que também faz de corpo lateral. Uma única peça é de mais fácil e barata construção, mesmo que imite a solução já apresentada pelos Nokia, e agora Microsoft, Lumia. Mas, e há sempre um mas, fiquei apaixonado pelo material lateral que vem no E3, saliente e extremamente rugoso, perfeito para nunca escorregar da mão e muito agradável ao toque. Parece um super smart topo de gama. A tampa do E4 confere-lhe todo um novo design e, dependendo das cores a serem disponíveis (de raíz podemos escolher preto ou branco), podem vesti-lo de acordo com a roupa do dia. Contudo, convém ter algum cuidado ao retirá-la para trocá-la ou inserir o cartão SIM e o micro SD. É que está demasiado presa e dobrei-a, sem querer, junto ao botão redondo de operação, a secção mais frágil. Se bem que depois forcei a dobra ao contrário e tudo ficou nos conformes, é daquelas operações que podem vir a causar algum dissabor. Fica aqui registado o necessário cuidado.
Ainda um ponto menos bom: a colocação das teclas up/down provocam alguns toques sem querer, o que pode ser irritante.
Passando à frente, é o ecrã que domina este E4. E de que maneira! Pode mesmo ser um dos mais cool e originais smartphones do momento, com esta grande tela de 5″ a dominar toda a atenção. Em termos qualitativos, está a par com o que encontramos na gama: 5″ IPS com 960 x 540 pixels. Podia ser mais brilhante e aguenta-se menos bem sob a luz solar (ou é quase nulo quando o sol está mesmo muito brilhante, obrigando-nos a tapá-lo com uma mão para conseguir alguma sombra), mas em amibientes normais, tem cores fidedignas e um contraste muito aceitável. Não é, contudo, a melhor solução para ler livros, devido aos parcos 220 ppi.
O coração é um quad-core MediatTek MT6582 que corre a 1,3GHz. Tem 1GB de Ram e 8GB de memória interna (mas, já se sabe, com todo o software e UI instalado, desce sempre um pouco e, no caso do E4, contamos apenas com cerca de 5GB), portanto, ainda bem que temos a possibilidade de aumentar a memória com um cartão até 32GB. A versão de ensaio é single SIM, mas existe a opção de Dual SIM.
Mas então a que se deve o burburinho em relação a este lançamento? É um smartphone totalmente apontado para a malta nova. Para além de um design muito moderno, tem um interface tipicamente Xperia, o que confere automaticamente um ar de gama superior, e algumas linguagens multimedia que agradam ao pessoal: por exemplo os filtros Clearaudio+ e xLOUD que conseguem uma qualidade de reprodução musical bem definida e que enche de alma uns auscultadores decentes (bluetooth ou NFC, tambem). Mesmo a colunita traseira que debita o som, consegue algum corpo e altura, mas não há milagres. A Sony continua a fazer-se valer da sua imensa experiência na reprodução áudio e este E4 tem esse ponto a favor.
Por outro lado, e tão importante para quem está 24/7 agarrado ao telemóvel e em multitarefa (chat, redes sociais, streaming musical, etc), a bateria de 2300mAh promete até dois dias de utilização, o que é sempre entusiasmante… e exagerado. Se não for suficiente, basta um clique para activar o Modo STAMINA e regular a gestão de energia, enquanto o Modo Ultra STAMINA mantém o smartphone a correr somente com as funções principais durante uma semana.
O ecrã inicial Simple Home é também uma das mais recentes novidades (e opções), apresentando.se mais simples e com ícones sobredimensionados.
As câmaras têm também uns truques: sendo a frontal de 2MP e a principal de 5MP, têm funções e Apps só presentes na marca e que fazem a diferença: reconhecimento automático de cena que optimiza a foto até 52 cenários pré-programados, controlo manual, HDR, efeitos animados RA, Sound Photo (uma magem estática mas com o som do momento), efeitos criativos, timeshift burst, sweep panomara, melhorias de retrato, imensas possibilidades de partilha social e cada vez mais apps disponíveis. É, sem dúvida, um factor plus de todos os Xperia, agora também presente nas unidades mais baratas. E isto conta. Em relação à gravação vídeo, promete-se 1080p HD a 30 fps, mas com 5MP não se pode esperar resultados dignos de nota. Aliás, a câmara é até um tanto ou quanto básica, em termos qualitativos, tendo em conta os pergaminhos da Sony. O factor preço foi demasiado preponderante e, para conseguirem um PVP canhão, tiveram de baixar a qualidade de alguns componentes.
Em termos de utilização, é fluido q.b., sendo ajudado pelo muito estável kitkat 4.4.4 e, para quem quiser, está disponível a versão Dual SIM por mais 10 euros.
PVP: Xperia E4 – €129,9
PVP: Xperia E4 Dual – €139,9





