A SPC decidiu pegar num objecto que muitos já davam como ultrapassado – o telefone fixo – e dar-lhe uma segunda vida com os novos SPC WF100 e SPC WD100.
A ideia é simples e, ao mesmo tempo, bastante inteligente: manter o conforto e a familiaridade de um telefone tradicional, mas libertá-lo completamente da linha fixa.
Estamos perante uma nova categoria chamada FWP (Fixed Wireless Phone), que basicamente significa isto: telefones com aparência de fixo, mas que funcionam com cartão SIM e redes móveis 4G.
Traduzindo para o dia-a-dia, é como ter um telefone de secretária que funciona como um telemóvel.
Uma resposta prática a um mundo sem fios
Num cenário em que escritórios temporários, alojamentos locais, lojas pop-up ou até armazéns precisam de comunicação rápida sem complicações, faz todo o sentido abandonar cabos e instalações demoradas.
Aqui entra o suporte para 4G, VoLTE e VoWiFi. Em termos simples, o 4G garante chamadas e dados através da rede móvel, o VoLTE melhora a qualidade das chamadas e o VoWiFi permite ligar através de redes Wi-Fi quando a rede móvel não é ideal. Tudo isto sem exigir infraestrutura tradicional.
O resultado é um sistema plug & play – liga-se, insere-se um SIM e está pronto a funcionar.
SPC WF100 – o telefone de secretária que não precisa de linha

O SPC WF100 é o modelo mais “clássico” da dupla. Visualmente, é um telefone de secretária, com base, teclas físicas e um ecrã a cores de 3,5 polegadas. Mas por dentro, já joga noutra liga.
Corre uma versão adaptada de Android, pensada para uso profissional, o que permite uma navegação simples e acesso a funções mais avançadas sem complicações.
Tem teclas dedicadas para funções típicas de escritório – transferir chamadas, colocar em espera, fazer conferências – e memórias rápidas que facilitam a vida a quem passa o dia ao telefone.
Outro detalhe interessante é a bateria interna. Mesmo sendo um telefone “fixo”, aguenta até 13 dias em standby. Ou seja, continua a funcionar mesmo em caso de falha de energia, algo que muitas empresas valorizam mais do que admitem.
A compatibilidade com Bluetooth, Wi-Fi e até hotspot transforma-o num pequeno centro de comunicações, capaz de integrar-se facilmente em redes empresariais ou sistemas de central telefónica na cloud.
WD100 – mobilidade total com ADN de fixo

Se o WF100 é para ficar no sítio, o SPC WD100 foi feito para andar consigo. É compacto, leve e inclui um clip traseiro, quase como um walkie-talkie moderno, mas muito mais evoluído.
Aqui a lógica é diferente: manter a linha sempre disponível, independentemente de onde o utilizador esteja. Seja numa recepção, num armazém ou em deslocação constante, este modelo adapta-se ao ritmo de trabalho.
A bateria oferece até 7 horas de uso contínuo em 4G, o que cobre facilmente um dia de trabalho típico. E com standby até 4 dias, não exige carregamentos constantes.
O ecrã de 2,4 polegadas é protegido por vidro resistente a riscos e o corpo cumpre a norma IP44 – isto é, aguenta poeiras e salpicos, algo importante em ambientes menos controlados.
Tal como o irmão maior, inclui teclas dedicadas para funções profissionais e conectividade Bluetooth e Wi-Fi, permitindo até funcionar como ponto de acesso à internet.
SPC WF100 e WD100 no contexto real
O mais interessante nestes equipamentos não está apenas nas especificações, mas no tipo de problemas que resolvem.
Num pequeno alojamento turístico sem linha fixa, evitam contratos e instalações. Num escritório temporário, permitem montar comunicações em minutos. Num ambiente rural, onde a linha fixa pode ser inexistente ou pouco fiável, funcionam como alternativa directa.
E para equipas em movimento, o WD100 pode substituir soluções mais improvisadas, mantendo uma estrutura de chamadas mais profissional.
Preço e posicionamento no mercado
O SPC WF100 chega com um preço recomendado de 129,90€, enquanto o WD100 fica nos 89,90€.
Não são dispositivos pensados para o consumidor comum, mas sim para um nicho muito específico – empresas, serviços e profissionais que precisam de comunicação simples, fiável e flexível.
Não substituem smartphones, mas também não tentam. São ferramentas dedicadas, e é aí que fazem sentido.





