A Google acaba de divulgar o The Future Report 2025, um estudo que reuniu as opiniões de mais de 7.000 adolescentes em toda a Europa.
The Future Report: adolescentes europeus falam sobre IA, criatividade e hábitos digitais
O relatório, conduzido pela consultora juvenil Livity, foi lançado a par de um evento do Conselho da Europa dedicado à inteligência artificial e à educação. O resultado é um retrato único de como os jovens estão a adotar a IA no seu dia-a-dia – com entusiasmo, mas também com consciência crítica.
IA para aprender e criar: quatro em cada dez usam-na todos os dias
Segundo o relatório, 40% dos adolescentes europeus utilizam ferramentas de IA diariamente ou quase diariamente. A maioria considera-as um catalisador de criatividade: 81% afirmam que a IA melhora a sua imaginação e 65% garantem que os ajuda a gerar novas ideias.
Mas há um contraste curioso: 28% dos jovens dizem que as escolas não permitem o uso de qualquer ferramenta de IA, revelando um desfasamento entre a realidade digital dos alunos e as regras institucionais.
Pensamento crítico em alta: os jovens não são consumidores passivos
Outro dado que surpreende: 55% dos adolescentes afirmam que verificam se o conteúdo gerado por IA é fiável, reforçando que não engolem tudo o que aparece no ecrã. O estudo revela ainda que a maioria procura equilíbrio: 57% consideram ter uma relação saudável entre tempo online e offline. Um sinal de que, ao contrário do estereótipo, muitos já praticam a autorregulação digital.
O papel dos pais: janela curta para influenciar
O relatório mostra também que os pais continuam a ser a fonte de conselhos mais confiável (32%) sobre hábitos digitais saudáveis. No entanto, essa confiança cai a pique com a idade: dos 54% nos mais novos (13-15 anos) para apenas 19% entre os 16 e 18 anos.
O recado é claro: se queremos formar gerações mais conscientes, a intervenção precoce em literacia digital é decisiva.
O compromisso da Google: literacia digital e segurança
A Google sublinha que a sua missão passa por capacitar utilizadores mais jovens com experiências adequadas à idade e ferramentas de segurança. Entre os exemplos:
- Experience AI (com a Google DeepMind e Raspberry Pi Foundation), que ajuda estudantes a compreender a inteligência artificial.
- Be Internet Awesome e Super Searchers, programas que ensinam pensamento crítico e segurança online.
- Family Link, a aplicação de controlo parental que permite gerir tempo de ecrã e conteúdos.
- Proteções em produtos como SafeSearch e YouTube supervisionado, além de tecnologias de verificação de idade com machine learning.
Em suma: a geração IA já está aqui
O The Future Report 2025 mostra adolescentes confiantes no uso da IA para aprender e criar, mas conscientes da necessidade de limites e orientação. Há espaço para escolas, pais e empresas de tecnologia trabalharem em conjunto, construindo um futuro digital mais equilibrado, seguro e criativo.
E uma coisa é certa: a geração IA já não está a chegar – está cá e a pedir palco.
Mais informações em: FutureReport.eu






