Comparada com cidades como Tóquio, São Paulo, Londres, Sevilha, Istambul, Roma ou NY, entre tantas, Lisboa continua a ser um oásis no que respeita ao trânsito automóvel. Pondo de parte as costumais horas negras e de ponta, o tráfego até flui sem grandes congestionamentos. Mas até esta situação vai mudar se não forem tomadas medidas urgentes e eficazes, muitas delas passando por políticas inovadoras na renovação da rede de transportes públicos, assim como urge acabar com caos provocados nos últimos anos por obras que complicam em vez de facilitar a vida a quem vive e trabalha na cidade.
Com o crescimento da população urbana, o caos é um problema actual com tendência a piorar diariamente e convém repensar estratégias para uma cidade em que não é fácil circular. Os dados revelados por alguns estudos, inclusive os da própria TomTom, sublinham esta problemática com dados, no mínimo, chocantes.
Por tudo isto, a TomTom acaba de anunciar uma parceria com a UN-Habitat, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos. O Índice de Trânsito da TomTom será utilizado pela UN-Habitat e os seus stakeholders de todo o mundo na tomada de decisões estratégicas de combate ao congestionamento urbano.
“As áreas urbanas estão em rápido crescimento, e são actualmente o lar de metade da população mundial, prevendo-se que cheguem aos 6 mil milhões de pessoas em 2050. Por isso mesmo, o modo como planeamos as nossas cidades no que diz respeito a serviços básicos, mobilidade e conectividade fará toda a diferença para a criação de cidades melhores. Os dados fornecidos pela TomTom darão conhecimentos vitais, fornecendo uma análise mais precisa do congestionamento de trânsito urbano. Assim será possível aos legisladores e governos locais o desenvolvimento de soluções urbanas sustentáveis, editáveis e duradouras”, referiu Joan Clos, Director Executivo da UN-Habitat.
A TomTom lançou recentemente a sexta edição do seu Índice de Trânsito, que revelou uma grande tendência de crescimento do trânsito. Globalmente, as pessoas gastam uma média de oito dias por ano presas no trânsito, o que mostra que as respostas actuais para este problema, tais como a construção de novas vias ou o alargamento de estradas já existentes, deixaram de ser soluções viáveis para a gestão do congestionamento urbano.
“O objectivo da TomTom é investir em novas ideias e tecnologias que tragam benefícios significativos aos condutores, às empresas e à sociedade em geral. Esta parceria ajudará os planeadores urbanos e os stakeholders do governo a tomar decisões mais informadas no que toca ao combate do congestionamento urbano”, acrescentou Harold Goddijn, CEO da TomTom.







