O Volkswagen Golf GTI é, quer se admire a marca ou não, um ícone incontornável da industria automóvel.
Nos últimos anos, muitos são aqueles que sentem que o Golf deixou de evoluir, que parece sempre igual, que apesar dos argumento qualitativos e do volume de vendas que atinge, a VW devia arriscar e inovar mais.
Confesso que faço parte desse grupo e penso mesmo como é que, com a evolução no design, qualidade e fiabilidade por parte das outras marcas, sempre que a VW lança um novo Golf este é, garantidamente, votado como carro do ano nos mais variados concursos.
O GTI tem sobrevivido a este tipo de criticas, não tanto pelo look, mas antes pelo seu comportamento que se tem tornado cada vez mais irrepreensível.
Os últimos GTI tornaram-se mais civilizados, com conforto qb e equipamento completo mas não perderam a garra, a dinâmica e a agilidade. Isto faz do GTI um excelente desportivo diário. Especialmente para quem opta pela versão com caixa automática DSG, uma caixa que continua a ser magnifica e que, por experiência própria, considero melhor adaptada no Golf do que, por exemplo, no Audi A5 (mesmo tendo em conta a postura diferente de ambas as viaturas).
O novo Golf GTI chega ao mercado em Maio e com um look praticamente igual ao que tinha sido mostrado no concept: kit aerodinâmico desportivo, novos pára-choques, difusor traseiro e spoiler na tampa da bagageira. Estão ainda presentes os faróis de xénon, a grelha em favo de mel e as ponteiras de escape cromadas. Outros pormenores são as ópticas traseiras escurecidas, suspensão desportiva (diminuindo a altura ao solo em 15 mm) e jantes que variam entre as 17” e as 19.
No interior a diferença para o resto da gama é também claramente vincada. Os bancos apresentam um padrão clássico tartan, o volante tem o fundo plano e os pespontos são vermelhos. Podemos contar também com acabamentos em preto fosco, manete de mudanças exclusiva, pedais em alumínio e luz ambiente vermelha.
Mas num GTI aquilo que mais nos interessa está debaixo do capot.
Nesta geração, a sétima, o Golf GTI está equipado com um 2.0 lt, turbo, de 4 cilindros que desenvolve 220 cv de potência e 350 Nm de binário (mais 10 cv e 70 Nm face à geração anterior).
Em termos de prestações o GTI não desilude, levando 6.5 segundos dos 0-100 km/h e atingindo uma velocidade máxima de 246 km/h.
Importante é a maior eficiência de consumo deste GTI graças ao sistema Start/Stop e à nova plataforma MQB, com a VW a anunciar 6 lt/100 km e emissões de CO2 de 139 g/km.
Devo dizer que gostava muito de ver alguém conduzir um automóvel destes e conseguir estes valores de consumo.
Quando chegar ao mercado, o VW Golf GTI deverá custar perto de 50.000€ na versão com caixa DSG.

















