Aconteceu ontem na WWDC 14 a apresentação dos novos sistemas operativos para Apple e Mac, ou seja, o iOS8 e o OS X 10.10 que vêm substituir o iOS7 (com alguns bugs teimosos) e o Maverik (que foi um sucesso de downloads com uma razão forte: é grátis). Não me levem a mal, sou fã incondicional de Macs (uso-os há muitos anos) mas não de Apples (o que inclui iPhones e iPads, embora goste muito do novo Mini 2). A passagem do Mountain Lion para o Maverik não aconteceu sem problemas e o novo sistema afectou negativamente a duração da bateria do meu Macbook Pro. Por isso, é com alguma expectativa que espero o novel 10.10 Yosemite que foi ontem lançado para a comunidade de developers, estando apontado para comercialização no próximo Outono.
São sete as grandes modificações (ou novidades) que surgem no Yosemite e com um claro objectivo: apontar todas as armas contra a Google e à sua cada vez mais omnipresente e potente suite de aplicações “gratuitas”.
Novos ícones e um efeito a que se chama “translucid” criam uma sensação de profundidade, um pouco como se utiliza o efeito bokeh em fotografia, dando mais relevo e claridade a certos elementos para criar essa ilusão visual. Um novo lettering também foi escolhido.
Centro de notificações
Sempre atrás das adversárias neste campo, foi com o Maverik que a Apple conseguiu modificar e aumentar o campo das notificações. O Yosemite apresenta uma nova função “Hoje” que nos dá um relance sobre os acontecimentos do dia, desde o calendário à temperatura, tudo personalizável através de widgets.
Spotlight mais potente
Redesenhado, apresenta um interface no centro do ecrã onde basta teclar duas ou três letras para lançar uma aplicação ou encontrar uma pessoa da lista de contactos. Neste caso, toda a informação é-nos apresentada, desde os endereços aos recados trocados com essa pessoa. Podemos também pesquisar pelo histórico das aplicações que usámos recentemente, através do mesmo processo. Mas o maior avanço é fazer pesquisas sobre locais, restaurantes, filmes, actores e etc. usando o novo Spotlight sem a necessidade de abrir o browser, no caso da Apple, o seu Safari.
Safari
Aproveitando o embalo da secção, o renovadio Safari oferece acesso imediato aos nossos sites favoritos (tenho de ver o que é isto para perceber as vantagens para outros outros browsers que oferecem o mesmo), o campo da pesquisa abre agora
em dropdown menu para nos dar mais resultados, e o serviço de subscrição por RSS é agora automático, passando a exibir o sumário das novidades de cada site assinado. Podemos visualizar de forma diferente todas as janelas que temos abertas com um engenhoso sistema em zoom, assim como fazer scroll entre elas de uma forma suave através do trackpad. Outra novidade é o editor de imagens integrado, o que faz todo o sentido e poupa muito tempo.
Apresenta-se com um novo visual e vê a sua performance e velocidade aumentadas. Estão a ver serviços como o Dropbox? Pois o novo Mail trás a novidade Mail Drop que trabalha em Cloud e suporta o envio de ficheiros até 5GB. Isto sim, é uma grande novidade e muito prática.
iCloud Drive
Uma espécie de OneDrive, permite organizar e sincronizar tudo o que queremos ter na Cloud. A vantagem é ser compatível com Windows. Sim, com os ficheiros que temos guardados nesses “horrendos PCs” 🙂
Integração Mac e iPhone/iPad
A partilha de dados entre o Mac e o iOS é, finalmente, possível através do Airdrop. Mas a integração é elevada a outro nível através do Proximity que permite a a utilização dos dois equipamentos como se fossem apenas um, por exemplo, começando um email no iPhone e terminando a sua composição no Mac, usando o iPhone automaticamente como hotspot para o Mac, usar o computador como coluna amplificada para ouvir melhor as conversas que temos ao telefone, arrastar um trabalho de um ambiente para o outro em tempo real, e tudo isto com notificações relâmpago para sabermos onde e a quantas andamos.
Resumindo
Parece um salto em frente, principalmente para a comunidade Apple. Muitos dos melhoramentos não farão qualquer sentido para quem utiliza outros sistemas operativos, como Android ou Windows Phone e seria, talvez, importante para a Apple perceber que não pode ganhar uma guerra sendo um valente mas solitário guerreiro de um lado da barricada. Até que ponto será um upgrade fundamental para quem usa Mountain Lion ou Maverik mas não tem iPhone ou iPad?
No Outono ficaremos a saber mais.







