2020 foi um ano tramado! Pronto, o que dizer mais, que adjectivos escolher sem ser mal educado? Foi tramado mas teve tecnologia e ciência!
Mas imaginem se esta crise humanitária global tivesse acontecido nos anos 80, sem internet, sem webcams, sem interfaces e plataformas digitais. Pensem no afastamento real e nas notícias e afagos que apenas poderiam ser dados por linha fixa, aquela que já ninguém usa.
2020 foi tramado mas teve, na tecnologia, a sua vitória. Foi possível para muitas pessoas manter os seus empregos a trabalhar de casa. Os mais jovens continuaram a aprender através do Estudo em Casa ou tele-escola (no meu tempo) e da internet. Alguns, não todos, infelizmente.
Uma coisa que a tecnologia não suprimiu, pelo contrário, foi diminuir a diferença social. Pelo contrário, aumentou-a e esse foi o seu lado menos bom.
Os serviços, os estafetas, as compras online
Muitos foram lestos ao abraçar todo o novo conceito de viver confinado: usou as apps que existem, o esforço e a disponibilidade dos serviços take away e a compras passaram a ser mais espaçadas no tempo, muitas delas com recurso ao mercado online.
Sem estafetas, como receber comida, sem entregas ao domicílio, como receber encomendas, sem serviços vários, como continuar? E assim se marcou o ano que todos queremos que acabe.
Depois da tecnologia, a ciência
2021 começa com “o milagre” da vacina. Aliás, não há uma sem duas, não há duas sem três. 21 vamos levar a pica, menos uns quantos crentes que preferem os atributos divinos e essa boa vontade à faculdade do que é palpável, visível, real.
Será um ano de clivagem e de extremos, a começar com a novela de Trump no final de Janeiro e a continuar com as muitas manifestações preparadas para lutar contra tudo e todos em todo o lado do globo, excepto naqueles países que se deixaram controlar por governos e elites poderosos.
Mas é a ciência que nos trouxe a vacina. E esta mesma ciência, que uniu laboratórios de todo o mundo, deve muito à tecnologia actual que consegue resumir o esforço de décadas anteriores a um único ano quase fiscal.
Sim, haverá sempre quem discorde, mas sou daqueles que sempre fui vacinado com o que havia à altura e já cá ando há mais de meio século.
“Chipado” ou não, cá estou. E espero ficar mais uns anos. E esses ficarei a dever a uma vacina, não ao comportamento da manada que, como sabemos, vai à praia quando faz sol ou se junta em cânticos no apoio de uma qualquer entidade. Não supra.
Um desejo sincero
Não tendo muita razão de queixa de 2020, pois não perdi ninguém próximo, embora tivesse amigos entubados, conheço quem perdeu. E é para esses que vai o grande abraço numa tentativa de conseguir o impossível que é minorar essa dor.
Por isso, a única coisa que desejo para 2021 é que tenhamos saúde. E paz.
E que a economia não nos fracasse numa União Europeia que começou a sua real divisão.
Venha de lá esse 2021.






