Existem novas profissões um tanto ou quanto estranhas e confesso alguma dificuldade em traduzir à letra o que é um “bioethicist”. Poderei dizer que é um”bio-ético”? Talvez, mas o filósofo Matthew Liao é apontado como um. Liao foi co-autor de um ensaio intitulado “Human Engineering and Climate Change” que foi baixado mais de 20.000 vezes em apenas três dias, alguns anos atrás.
O que faz com que tanta gente queira ler acerca da Bio-engenharia e a sua relação com as mudanças climáticas? A resposta de Liao é directa e radical: “Re-engineer humans for a better planet”.
Após estudar o impacto que as recentes e dramáticas mudanças naturais provocam no ser humano, Liao e a sua equipa defendem a engenharia humana, refazer o ser humano, moldando-o e adaptando-o para o terrível futuro que se adivinha (e avizinha). Comprimidos que aumentam a empatia, pensos que ultrapassam alergias à carne vermelha, vacinação em massa da criançada com uma fórmula de cloro que possibilite beber água poluída, muitos caminhos foram apontados, o que criou uma imensa polémica e ruído em redor do trabalho e deste posicionamento, até ver, radical.
Será que nos podemos armar em criadores? Ou o nosso papel, se seguirmos este caminho, passa a ser o de cientista maluco, qual Dr. Frankenstein?
Vale muito a pena ler o ensaio (basta clicar no link acima) e iniciar uma discussão sobre a matéria. Afinal, trata-se do nosso futuro.




