Este Dynabook Portégé X30L continua a revitalizar o extinto segmento de portáteis da Toshiba, até criou um slogan que faz jus a este novo peso pluma:
“Mais leve que a leveza, mais forte que a força”.
Logicamente que a força aqui tem a ver com a estrutura de magnésio que lhe permite grande resistência e, acima de tudo, leveza.
E não brinquemos! Este é, senão o, um dos três laptops mais leves que alguma vez agarrei.

Quanto pesa o X30L
No papel diz que são apenas 908 gramas mas, confesso-vos, na mão parece bem mais leve.
A grande questão desta miniaturização é o que “perdemos” no processo. É que não há milagres… ou há?
A Dynabook é uma marca que aponta ao segmento empresarial, portanto, nunca se coibiu com o preço a que vende os seus equipamentos.
E se no início desta “aventura” eles fossem bastante criticáveis, por apresentarem o mesmo por mais, as novidades são autênticas máquinas de sonho, modernas e eficazes.

O coração do X30L
Este quase mockup (a ausência de peso faz lembrar aquelas imitações de plástico que estão nas lojas de mobiliário) apresenta-se com:
Processador Intel i5 de 11ª geração 10210U CPU @ 1.60GHz a 2.10 GHz, 8GB de RAM e um SSD de 512GB, ou seja, mais que suficiente para qualquer tipo de trabalho.
Logicamente que não é uma máquina para jogos e grandes aventuras gráficas, mas mesmo assim, esta intel iris XE consegue passar bem alguns exemplos “da moda” sem grande esforço.
Como está bem ventilado para o tamanho, não aquece muito durante os processos mais exigentes, o que só é bom, pois é perfeito para colocar ao colo.
Outras coisas a favor? Windows Hello para arrancar com a nossa face, leitor biométrico ID colocado no pequeno e de plástico trackpad e uma brutal selecção de portas que são outra das mais valias deste Portégé X30L.
Portas para que te quero
É de pasmar, garanto-vos, a capacidade de conectividade deste ultrabook. Do lado direito, duas USB 3.1, uma porta GigaLan (há pois é) e o travão Kensington.
Ao lado esquerdo, o AC, uma USB-C thunderbolt 4 que também carrega o computador, o que é muitíssimo útil, uma porta HDMI, entrada combo mini-jack e, ainda, um leitor de cartões micro-SD.
Sim, são 908 gramas com teclado retroiluminado e completo, em formato chiclete, com curso pouco pronunciado o que não é do agrado de toda a gente, mas que cumpre e bem o que lhe é pedido.
O sinal menos bom é o tamanho do dito, mais pequeno que o normalizado.

Para profissionais
Com Windows 10 Pro instalado, a Dynabook reforça a segurança em todos os parâmetros, o indicado para “o famoso homem de negócios”.
Já falei do ID facial e biométrico, mas convém referir o WIFI 6 e o LTE opcional.
A Dynabook conta com os o rigor Secured Core da Microsoft, BIOS com desenvolvimento próprio e Trusted Platform Module 2.0 que ajuda a evitar acessos não permitidos.
Existem outros factores que o tornam especial, como um filtro de privacidade que esconde o nosso ecrã.
Quem o tenta espreitar e uma tecla que ajuda ao focus total no trabalho, minimizando as cores ou tons de todas os botões de acção que determinados softwares usam.
O ecrã IGZO de 13,3” tem qualidade FHD e é anti-reflexo, para além de garantir muito brilho e pouco gasto energético.
A bateria é, aliás, outra característica que pode ajudar a vender o X30L:
tem carregamento rápido, sim senhor, que em apenas meia hora garante-nos seis horas de produtividade e anuncia um total de 15 horas de vitalidade o que, confesso, ainda não esgotei nesta primeira avaliação.

Concluindo
Tem sido uma agradável surpresa assistir ao desenvolvimento da marca Dynabook.
Os preços são altos, muito preparados e apontados para frotas empresariais, mas os mais recentes modelos podem ombrear com algumas coqueluches presentes no mercado.
Logicamente que o que salta à vista neste Dynabook Portégé X30L é o seu peso e tamanho.
Ou, reformulando, a ausência de peso com tamanho diminuto. Já peguei em tablets mais pesados que este laptop a que falta tudo o que este tem.
Ler análise ao Dybanook Tecra A40
Os pontos menos bons
É caro, sim, mas é uma escolha racional. Está preparado para o embate dos próximos cinco anos e tem características técnicas de topo.
O maior problema é a adaptação ao teclado cujas teclas são mais pequenas que as tradicionais, o que implica uma certa adaptação, talvez difícil para quem tem dedos mais balofos.
E o grand finale
Se o comprasse seria por tudo isto mas, e ainda mais, pela conectividade.
Existem poucos portáteis com esta profusão de opções e são raríssimos os deste segmento que têm todas incluídas (lembro-me de um novo Vaio – que também já não é Sony e nem se vende por cá – que é adversário à altura).
Fiquei convencido e ainda fico embasbacado cada vez que o agarro.
Leva o selo Xá das 5!

Esta versão i5 (11ª geração) com 8/512GB custa 1500€
A versão i7 (11ª geração) com 16/512GB custa 1715€








