O Samsung Galaxy S21 Plus, assim como a restante gama, já está à venda em Portugal. Os preços baixaram. Mas há outras novidades.
Dos três modelos da nova gama S21, o que mais me atrai é o S21 “simples” e mais barato, muito porque tem um tamanho quase perfeito com muitas características do Plus e um preço mais baixo, mesmo que tenha a muito comentada traseira numa espécie de glasstic, ou seja, um plástico com um acabamento que sugere ser vidro.

Calhou-me na rifa, e antes do modelo Ultra que gostarei de experimentar, o S21 Plus que fica a meio da tabela. Este novo terminal tem quase o mesmo tamanho do Ultra, mas menos peso (200 g) e largura, com um preço alto e feeling topo de gama.

Do ano passado, ou seja, do S20 plus, traz o mesmo sistema de câmaras mas mais software, mas o recente processador Exynos 2100 é mais rápido enquanto a marca optou por um ecrã com menos resolução mas muito adaptativo.

A refresh rate vai dos 48 aos 120Hz de acordo com as necessidades do momento (ler uma notícia ou jogar um jogo, por exemplo) o que tem implicações a vários níveis, um deles a poupança de gasto de energia e, consequentemente, mais vida útil da carga da bateria (4,800mAh) que, por sinal, serve qualquer tipo de utilizador durante bem mais que um completo dia.

Os meus modelos não são os vossos
Lembram-se da série S10? Pois a minha preferência caiu no mais barato cujo ecrã era flat. É bem verdade, assumo que desgosto de ecrãs com bordas ou extremidades em curva, pois ao contrário da crença popular, não dão jeito para aproveitar todo o espaço disponível.
Basta usar, como uso, a aba lateral do ecrã de atalhos (uma das grandes invenções da Samsung que começa a ser copiada por várias marcas) para se entender isso.
Mas voltando atrás, na gama S10 preferi o modelo S10E (ouvir análise). Na gama S20 preferi o Fan Edition (ler análise). E nesta gama S21 o meu olho, se fosse adquirir um, seria o S21 “normal”, menos oneroso e com o tamanho perfeito.
Portanto, este S21 Plus está assim a meio da tabela.
Pelo tamanho mais vale ir para o Ultra, mas o preço deste é proibitivo, portanto, mesmo sacrificando (pouco) algumas capacidades, a dimensão e o conforto de utilização do S21 seria o mais adequado para mim.
Isto leva-me a pensar que começo a ter saudades dos smartphones mais pequenos, certo?
Pode ser isso, sim. Evitar andar sempre aflito quando percebo que o matulão está quase a cair do bolso, ou ter de andar com ele na mão se não tiver esse local de armazenamento.
Mas depois senti algo estranho com a análise ao iPhone SE (ler aqui). Aquelas bordas… nem pensar! De resto, o tamanho e o feeling, quase perfeitos.

Vale a pena passar do S20 Plus para o S21 Plus?
Muito sinceramente, não. O S20 Plus continua um excelente terminal, apresenta as mesmas câmaras que o sucessor e um ecrã com maior resolução que, garanto, tem vantagens sob um sol estrondoso.
Mas o Galaxy S21 tem melhor processador, maior bateria e uma refresh rate “inteligente” que vai até aos 120Hz de forma automática.
Portanto, nem perdemos tempo com menus e escolhas. Por outro lado, a nova UI já tem, na primeira página, as notícias Google em vez da aberração Bixby que nunca foi útil. Pensando melhor, só isso vale o upgrade.
O preço é outra vantagem, pois toda a gama está mais barata, principalmente os modelos S21/S21+.
E porquê? Bom, sacrificou-se a qualidade do ecrã de 6,7” (de um QHD regressou-se ao Full HD+) e, pela primeira vez, a falta de uma slot para cartão de memória.
E isto, meus amigos, faz pensar, pois teremos de gastar mais 50€ para optar pela versão de 8GB RAM com 256 GB ROM em vez do básico com 8/128. E sim, isto interessa e não é pouco.

Em utilização
O corpo é pesado, tem um ângulo nas margens que permitem um maior grip, mas é um modelo largo que não facilita a operação com uma mão.
O design está conseguido, é moderno, respira qualidade por todos os poros, a junção física do módulo da câmara ao corpo é original e perfeita, mesmo nos modelos com duas cores distintas que dá um toque muito diferente do habitual e que, automaticamente, é reconhecível, algo a que as marcas sempre aspiram.
O modelo que me calhou é o prateado, com traseira em vidro com acabamento mate, de belo efeito e que consegue até não ficar cheio de dedadas, o que na Samsung é sempre um problema.
Os botões estão todos à direita, inclusive a tecla Bixby programável.
De resto é igual a todos os novos telefones, mas há que fazer uma ressalva: temos duas colunas para uma estereofonia e um som com bastante punch. Kudos, Samo, Kudos!!!! Só falta mesmo a entrada minijack para fazer deste terminal um equipamento profissional (microfones externos, topam?).

Juntamente com este S21 Plus, coube-me a sorte de testar os novos Buds Pro (que serão tratados à parte) mas que desde já vos garanto que são dos melhores auriculares que já usei.
A sua caixa pode ser carregada por indução através do S21 Plus, pois existe essa possibilidade de carregamento in/out.
A famosa batalha entre Exynos e Qualcomm
Nos EUA, o S21 terá um processador Snapdragon 888 enquanto que na Europa chega com um novo Exynos 2100 feito em casa.
Esta diferença tem sido sempre criticada pelos europeus, pois todos os testes às gerações anteriores, declara vitória ao Snapdragon (855, 865).
Mas este novo Exynos pareceu-me muito rápido, escorreito, disponível e, claramente, mais rápido que o que equipa o Note 10 Plus que uso diariamente, o 9825.

A grande diferença entre gerações tão próximas
O S21 vem equipado com Android 11 de raiz e já com o novo OneUI 3.1 que, como já adiantei, substitui o feed de “notícias” Bixby pelo muito útil Google, para além de duplicar o sistema de mensagens que passa também a contar com o Google Messages.
Outra mudança é a inclusão do 5G em todos os modelos S21, ao contrário da anterior em que podíamos optar e pagar pela diferença.
Mas esta é uma questão que ainda tarda em Portugal, o país mais atrasado da Europa na adopção de uma rede 5G (se não estou errado, pode ser o penúltimo).

Vamos às câmaras?
Para muitos, o que interessa num smartphone é tudo menos poder telefonar e enviar mensagens.
Tem a ver com todos os restantes processos e a Samsung, para além do fenomenal DEX, tem sido das pioneiras em ultrapassar barreiras qualitativas com equipamentos que, afinal, foram feitos para telefonar.

As câmaras são um desses atributos e mesmo que o set seja idêntico ao S20 Plus, há diferenças que tenho de mencionar, mais a mais porque estou surpreendido e fascinado por elas.
A frontal tem 10MP, o trio principal divide-se em ultra wide – 12MP, wide – 12MP e telephoto – 64MP.
A ultra angular 12MP tem resultados a que já estamos habituados, mas é a 12MP ultrawide que é mais interessante em termos práticos e criativos.
Contudo, os 64MP garantem resultados definidos, claros, pormenorizados com a enorme vantagem de ter um 3x zoom óptico com o acréscimo de 30x zoom digital. Mas não esperem milagres no final da amplitude.
O que é mesmo fenomenal
E que me convence é o novo Modo Director’s View. Opá, o que me tenho divertido com ele.
Directors View é uma novidade com duas características muito interessantes, Modo de Realizador ou Vista Realizador.

São duas possibilidades distintas: o vLogger View que vai permitir fazer vídeos em simultâneo com a câmara frontal e com a câmara traseira.
Ou seja, não são ficheiros independentes, mas apenas um com duas tomadas de cena.
Quando estamos em Modo Realizador vamos ter no visor a imagem que a câmara está a filmar mas dentro dele surgem três thumbnails (pequenos ecrãs) com as restantes câmaras que têm diferentes enquadramentos (zoom, ultrawide, etc.).
Muito simplesmente, divide o ecrã em dois, uma metade filma quem o segura com a câmara frontal (e o micro frontal) e a outra metade filma quem ou o quê está à nossa frente (com o micro apontado para lá), o que resulta numa espécie de reportagem, entrevista, comentário sobre o que se vê, sem qualquer edição.

Director’s View 
Director’s View
Isto, meus amigos, aliado à possibilidade de escolhermos o modo PiP (picture in picture), podê-lo mudar de canto, poder alternar entre as três objectivas principais, faz de nós um realizador/editor eficaz e imediato.
Em termos criativos, este novo UI é realmente completo. E em modo vídeo, o estabilizador de imagem é soberbo, o que nos faz confiar plenamente no resultado excelso quando perseguimos alguém por montes e vales a 8K/24fps.
Sim, leram bem, 8K!

Neste campo, os modos, a criatividade automática também com a Captação única, são garante de um mundo topo de gama e é realmente isto que se paga num terminal com este preço e características.
Conclusão
O S21 Plus é um bom terminal mas que fica sempre a meio caminho entre o mais pequeno e quase idêntico S21 e o Ultra que tem outras aptidões e outro mercado.
E, atenção, não vem com carregador nem auriculares. Apenas o cabo.
Se pudesse escolher e se o dinheiro não fosse um problema, teria de pensar nas minhas reais necessidades. E como produtor de conteúdos que sou, o Ultra seria a opção lógica.
Mas, na verdade, é o S21 que me atrai de forma quase imediata para o dia a dia, muito devido ao seu tamanho. Aliás, apenas devido ao seu tamanho, comparando-o com o Plus.
A boa notícia é que todos têm um preço mais baixo que a gama anterior, o que é uma boa medida, mesmo com as alterações que fui mencionando.
Se têm um S20 não vejo grande necessidade de gastar dinheiro num S21, mas se têm um S10, aí sim, a diferença é notória.
Em resumo, a Samsung arriscou num design único, melhorando parâmetros e sacrificando outros. Será que é o passo certo? E o S21FE? Existirá?
Samsung Galaxy Plus 8/128 PVP: 1079€
(aconselho a gastar mais 50€ para chegar à versão 256GB)













