O Dynabook Portégé X30W (neste caso a versão J – 12R) é daqueles portáteis que nos fazem querer um… só porque sim. As razões: é um peso pluma, tem poder para a maior parte das exigências e é um dois em um com caneta e ecrã táctil.

Dynabook Portégé X30W tem tudo o que se quer mas a preço alto
Reparem nestas medidas: 303,9 x 197,4 x 17,9 mm e 989 g de peso! Sim, é isto que faz a diferença, pois é tão pequeno e leve que quase nem se dá por ele quando o transportamos em qualquer lado (não é preciso uma mochila).
O Portégé X30W vem equipado com um processador Intel i7 de 11ª geração (1165G7), tem 16 GB de RAM LPDDR4X e um disco SSD NVMe M.2 PCIw de 512 GB.


O ecrã 13,3” IPS é anti-reflexo, perfeito para muitas ocasiões, com câmara FHD de 8 MP com tampa de segurança e focagem automática, ladeada por um sensor de infra-vermelhos para, em conjunto, acordarem o PC por Windows Hello e Autenticação Intel.
Este ecrã é bem grande para o tamanho do computador e com resolução 1920 x 1080. Já agora, apontar que a gráfica é a que se encontra em modelos de características idênticas, a Intel Íris Xe que dá conta do recado, desde que não se queira fazer edição multimédia ou passar horas a jogar títulos complexos.
Conectividade
Um dos bons atributos deste Portégé X30W é a sua ampla conectividade, visto tratar-se de um laptop tão pequeno: 1 x USB 3.1 com carregamento em modo de suspensão, 2 x USB-C 3.1 (thunderbolt 4 para tranferência de dados e Display Port), uma saída HDMI com suporte 4K, dois microfones incorporados, a tomada minijack combo mic/auscultadores e ainda uma porta para cartões microSD. Não se pode pedir muito mais.


Mas tudo o que parece bom demais tem sempre um calcanhar de Aquiles e, infelizmente, não se consegue (pelo menos nesta versão de teste) recarregar a bateria por USB-C através de cabo e carregador, nem mesmo um de 120W de um dos novos smartphones. Tem mesmo que ser através do conjunto fornecido, o que implica ter de levá-lo para uma viagem o que é, neste caso, mais chato que na maioria. E sim, é por USB-C que se carrega o Portégé X30W.
A experiência de utilização
O teclado retroiluminado é de excelente toque e convida à rapidez de execução com teclas de tamanho e curso que me agradam (mas eu sou daqueles que não aprecia teclados mecânicos) com o backspace e o Enter de grande dimensão, o que é de enaltecer quando se olha para o tamanho do computador.

O ecrã é táctil e como estamos a falar de um dois em um, é óptimo que a caneta com tecnologia Wacom AES 2.0 venha incorporada no pacote. É menos uma despesa.
De salientar que, como é norma na Dynabook, e para além do Windows Hello, o trackpad tem um sensor e leitor de impressões digitais, para além das demais tecnologias próprias da marca (e que já vêm dos tempos da Toshiba).

Como sempre, e mesmo que o autocolante tenha escrito Harman Kardon, as colunas satisfazem minimamente o que se quer ouvir. Também não esperava outra coisa, dado o posicionamento e a falta de espaço. O maior problema é quando queremos ver um filme em modo tenda, pois o som fica ainda mais abafado. Mas não é o fim do mundo e já ouvi pior.
Antes que me esqueça, de salientar que de raiz este Portégé X30W vem com Windows 10 Pro, mas que podemos rapidamente passar para Windows 11 se o desejarmos.
O corpo em magnésio oferece garantia extra de segurança contra toques e ajuda à leveza do conjunto e a cor em azul escuro, dá um toque de classe a este Dynabook.

Quero salientar ainda a autonomia que a marca garante chegar às 13H e 30 minutos, mas que em plena acção múltipla, com vídeo e internet, música e um jogo, consegui sacar-lhe 10 horas de acção o que não é nada mau.
Mas cuidado: como alguns Dynabook, e para a rapidez de processos, principalmente na reactivação, esta bateria vai-se gastando ao longo do tempo em que pensamos que temos o PC desligado. Nunca está totalmente desligado (a não ser que se vá ao sistema e se altere parâmetros).

No lado mais positivo, a Bios está em constante actualização e o Service Station Dynabook é a solução perfeita para sabermos o que se passa nas entranhas do Portégé X30W e conseguimos, na maior parte dos casos (e sem necessidade de ser técnico) resolver alguns problemas ou bugs.
Conclusão
Em suma, termino como comecei: este é daqueles laptops que dá gosto em ter e usar graças ao que expliquei. Faz tudo o que um “profissional em movimento” deseja, até desenhos com a caneta, serve para ver filmes em modo tenda, desenhar em modo tablet, escrever em modo normal, está muito bem equipado e, para quem é dirigido, está quase perfeito.
Uma pena não admitir recarregamento por qualquer cabo USB-C, o que estranho, visto outros modelos mais antigos, como o Tecra X40F o permitirem, e a questão de ficar sempre “acordado” vai gastando bateria sem necessidade.

O preço explica o mercado B2B, pois a Dynabook trabalha essencialmente para empresas e escolas e não está ainda no mercado B2C (situação que pode ser alterada brevemente).
Portanto, não se assustem com os 1829€. Se comprarem muitas unidades, este valor vem por aí abaixo.






