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Amadora BD 2025: os vencedores

João Gata por João Gata
Outubro 27, 2025
Luís Louro recebe o Prémio de Melhor Obra de Autor Português nos Prémios de Banda Desenhada da Amadora 2025.

Luís Louro conquista o principal prémio com “Os Filhos de Baba Yaga”

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A 26 de Outubro de 2025, o Amadora BD celebrou mais uma edição dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora (PBDA), reconhecendo os autores e obras que marcaram o último ano editorial.

Luís Louro conquista o principal prémio com “Os Filhos de Baba Yaga”

A cerimónia decorreu no Parque da Liberdade, no Núcleo Central do festival, e consagrou Luís Louro como vencedor do Prémio de Melhor Obra de Autor Português, com o livro Os Filhos de Baba Yaga, editado pelas casas A Seita e Arte de Autor.

O galardão, que pelo quinto ano consecutivo atribui um prémio pecuniário de 5.000 euros, consolida o papel do Amadora BD como o mais importante reconhecimento da banda desenhada em Portugal.

Outros vencedores e distinções

O júri decidiu ainda atribuir:

  • Troféu de Honra (a título póstumo) a Filipe Duarte Pina, pela relevância e qualidade da sua obra na banda desenhada nacional, com destaque para BRK (com Filipe Andrade) e Macho-Alfa (com Osvaldo Medina).
  • Menção Honrosa – Prémio Revelação à autora Madeleine Pereira pela sua obra Borboleta, considerada uma estreia notável e de forte impacto no panorama da BD portuguesa.
Os Filhos de Baba Yaga

Lista completa de vencedores dos PBDA 2025

  • Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português:
    Os Filhos de Baba Yaga, de Luís Louro (A Seita / Arte de Autor)
  • Melhor Obra Estrangeira Editada em Português:
    O Meu Irmão, de Jean-Louis Tripp (Ala dos Livros)
  • Melhor Edição Portuguesa de Banda Desenhada:
    O Meu Irmão, de Jean-Louis Tripp (Ala dos Livros)
  • Prémio Revelação:
    Tales from Nevermore, de Pedro N. e Manuel Monteiro (Ala dos Livros)
  • Melhor Fanzine / Publicação Independente:
    Tuas Palavras Minhas, de Ana Margarida Matos (Centro de Língua Portuguesa Camões IP – Bruxelas / Bedeteca de Beja)

Um júri diverso e transparente

O júri da edição de 2025 foi composto por Hugo Pinto (Presidente do Júri e representante do Município da Amadora), Paulo Monteiro (Presidente do Clube Português de Banda Desenhada) e Rui Cartaxo (investigador e especialista em BD).

Para garantir transparência e evitar qualquer conflito de interesses, Paulo Monteiro absteve-se de votar nas categorias Melhor Fanzine / Publicação Independente e Prémio Revelação, devido à participação de obras ligadas ao Clube Português de Banda Desenhada ou à autoria familiar.

Amadora BD – 36 anos a celebrar a nona arte

Criado em 1990 pela Câmara Municipal da Amadora, o Amadora BD é o maior e mais longevo festival de banda desenhada em Portugal, reunindo anualmente autores, editoras e leitores de todo o mundo.

Na 36.ª edição, o festival apresenta 13 exposições distribuídas entre o Parque da Liberdade, a Galeria Municipal Artur Bual e a Bedeteca da Amadora.

Entre os destaques, encontram-se:

  • Exposições dedicadas a Luís Louro e aos gémeos brasileiros Fábio Moon & Gabriel Bá.
  • Mostras comemorativas de grandes ícones da BD: 150 anos de Zé Povinho, 85 de Spirit, 75 de Peanuts e 65 da Liga da Justiça.
  • Exposições dedicadas às autoras Cy, Bea Lema e Zeina Abirached, que exploram narrativas femininas intensas e contemporâneas.
  • Retrospectivas de Alice Geirinhas e Diniz Conefrey, e uma mostra da vencedora de 2024, Amor, de Filipa Beleza.

O Amadora BD 2025 traz ainda novas sessões de autógrafos às sextas-feiras e a Hora da BD, com descontos até 15% em livros entre as 18h e as 20h (de segunda a quinta-feira).

Em suma

Os Prémios de Banda Desenhada da Amadora 2025 reforçam o dinamismo criativo e a diversidade da BD em Portugal. A vitória de Luís Louro confirma o talento e a vitalidade de uma geração que continua a reinventar o género, enquanto o Amadora BD se mantém como o principal palco nacional para a nona arte, promovendo cultura, memória e inovação.

Tags: Amadora BDBanda Desenhada PortuguesaCâmara Municipal da AmadoraJean-Louis TrippLuís LouroOs Filhos de Baba YagaPrémios de Banda Desenhada da Amadora
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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