Há smartphones que nos dispõem bem e este é o caso do novo OPPO Find X5 na sua versão não PRO. E porque escrevo isto? Porque a traseira é feita num material, que não de vidro, que não escorrega das mãos e não deixa dedadas. E só isto, num smartphone topo de gama, ou quase, é francamente satisfatório.

A OPPO apostou e venceu no ano passado com o Find X3 PRO, notável e entusiasmante, com experiências criativas possibilitadas pela câmara microscópica e um design irrepreensível.
E como se pode melhorar o quase óptimo? Pois que, por um lado, equipando-o com mais e melhores características. Por outro, mantendo a filosofia de desenho e acabamento. Mas neste campo, o X5 fica um pouco atrás da perfeição daquela capa do X3Pro. Há razões, claro e já lá vamos.

OPPO Find X5 e o autocolante Hasselblad
Depois de calcorrear quilómetros, a OPPO estabeleceu-se também em Portugal com uma forte equipa, assim como a Xiaomi, que foram “roubar” muitos quadros à Huawei, entre outras marcas sonantes.
Portanto, não é de admirar que a marca tenha um enorme know how que permite grande crescimento europeu mas, e também, no nosso país, onde já está bem colocada no quarto lugar e a morder os calcanhares ao podium e ao terceiro lugar da Apple.
Como no ano passado, a gama X5 também apresenta três modelos, um mais barato, um médio que temos na mão e a versão Pro que qualquer dia também passará pelas mãos.

No meio está a virtude?
Estou em crer que sim, pois os preços ainda têm uma diferença importante e, na verdade, quase tudo o que interessa está neste modelo. A ver:
Um fabuloso ecrã de 6,55” com resolução 2400x1800p, taxa de refrescamento a 120Hz, 1000 nits para quem gosta de brilho e a segurança do vidro reforçado com Gorila Glass Victus.
Como processador, o ainda muito topo Qualcomm Snapdragon 888 com oito cores, coadjuvado pelo processador NPU Marisilicon, GPU Aderno 660, 8 ou 12GB de RAM e capacidade interna também em duas versões: 128 ou 256GB.

Preparado para o futuro
O OPPO Find X5 já tem Dual SIM (Nano e eSIM), WiFi 6, WiFi Direct e Hotspot, Bluetooth 5.2 com A2D2, LE e aptX HD e um USB C na versão 3.1.
A bateria tem 4800 mAH de capacidade mas, atenção, na caixa vem o brutal carregador SuperVOOC de 80W. O X5 faz também carregamento wireless a 30W e reverso a 10W, o que chega para uma caixa de auriculares.
Ainda temos direito a um cabo grosso e específico para este transformador, um adaptador USB-A para USB-C e uma capa de protecção de silicone transparente, mas este acabamento em preto mate é lindo demais para se tapar, com a secção das câmaras embutidas num plástico mais brilhante que dá o “toque iPhone” e que, por acaso, não aprecio muito.

As Câmaras
Vamos então ao que diferencia o Find X5 de muitos outros smartphones, até mesmo do OnePlus que também apresenta o autocolante mágico Hasselblad.
- 50 MP, f/1.8, 24mm (wide), 1/1.56″, 1.0µm, multi-directional PDAF, OIS;
- 50 MP, f/2.2, 15mm, 110˚ (ultrawide), 1/1.56″, 1.0µm, multi-directional PDAF
- 13 MP, f/2.4, 52mm (telephoto), 1/3.4″, 2x optical zoom, PDAF;
A câmara frontal também tem características muito interessantes:
- Câmara frontal: 32 MP, f/2.4, 25mm (wide), 1/2.74″, 0.8µm
Regressando ao que nos faz pensar em comprar este equipamento, destaque lógico para os dois sensores principais com 50MP cada (e da Sony) com aberturas diferentes e bem luminosas. Prometem fazer milagres, certo? E, na verdade, conseguem-no!
As cores são vivas, extraordinariamente vivas, com contornos e texturas bem tratados e do melhor que já tenho encontrado. Sim, falamos de um smartphone que custa a partir de 1000 euros, portanto, também seria lógico obter resultados vistosos.
Mas é quando se faz zoom na própria fotografia que se percebe a dinâmica da mesma e a qualidade que nos permite recortar e enquadrar sem grande perda. E aí, parabéns.
Sim, temos um Zoom óptico de apenas 2x que ajuda ao processo, mas esquivem-se da ajuda digital barra híbrida que o força x10. Não é que seja mau, mas para digitais temos os x100 da Samsung que “chegam à lua”.
O que mais me entusiasmou foram as fotografias com pouca luz. Foto e vídeo, sublinho, pois filmei o assoprar de duas velas num bolo de aniversário em que os presentes estavam bem definidos e o grão da escuridão, no ecrã do X5, quase que sem se notava.
O estabilizador da OPPO é também muito bom e qualquer dia todo o segmento das gimbles para smartphones podem ser metidas num saco.
As fotografias neste tipo de ambientes mais escuros são também extraordinárias, sem grão, muito definidas e permitem grandes aventuras, tanto em exposições mais longas como em super panorâmicas ajudadas também pelo motor e estabilizador que também podem ser “tratadas” por filtros criativos.
No sub-menu, podemos escolher o formato, temporizador e aspect ratio, entre outras definições.

O modo Hasselblad
Sim, existe um botão que nos cativa logo no menu (+) e que nos mostra outras possibilidades criativas, como o modo duo, a câmara lenta, autocolante, filme, tima-lapse, digitalizador e o tal X-pan.
O modo Pro tem um H em itálico que é o símbolo da marca Hasselblad. Ao abri-lo, encontramos todos os modos manuais que nos enchem de contentamento, desde ISO, abertura, profundidade e, atenção, a uma função que só vejo em câmaras fotográficas “a sério” o ponto focado sublinhado por “riscos vermelhos” (numa explicação mais simples).
É através dele que conseguimos focar exactamente o ponto que queremos, com a máxima definição e precisão. E, confesso, fiquei rendido, pois é dos raros smartphones que nos brindam com esta função (os novos Xperia estão num patamar à parte).
Quem gosta de Selfies pode escolher este X5 pois é muito eficaz, com uma mega câmara de 32MP wide para apanhar todos os amigos e mais alguns. O Sr. Presidente iria gostar.

Sistema Operativo
O ColorOS 2.1 é também uma mais valia dos OPPO, já baseado no Android 12, e que permite uma maior personalização, quer através de “Omojis” (figuras 3D criadas por nós), quer até no ecrã Always On Display onde podemos escolher ícones, animações e notificações.
Há funções Drag&Drop para colocar ícones dentro de janelas (flexíveis e flutuantes), fontes e temas coloridos e dinâmicos, mas é na sincronização com o PC que a marca foi mais longe com a suíte PC Connect. Nota-se que a marca vai buscar ensinamentos a quem anda nisto há muito tempo e ainda bem (como a sidebar que a Samsung criou).

A própria RAM é expansível, ou seja, alocada às funções que necessitam de maior performance que precisam de mais “boost”. O valor impressiona, pois vai até aos 5GB. Um truque técnico bem valoroso que nos mostra a importância de um software bem pensado.



Concluindo
Gostei muito deste X5 (e não, nada tem a ver com as iniciais Xá das 5), mas se fosse o smartphone oficial do blog, ficaria muito bem entregue.
É bonito, eficaz, bem construído, mesmo com uma capa traseira que não é de vidro mas isso para mim até é um plus, tem um set de câmaras admirável e só sinto a falta do microscópio (encontrado no X3Pro).
De resto, encoraja uma utilização diária que saltite entre jogos e vídeo (tem duas colunas estéreo), leitura (conforto ocular) e oferece a excelente APP RELAX, uma das que gostaria de ter no meu próprio smartphone.

Outro factor que apreciei muito é o tamanho e o peso deste X5: perfeitos!
Menos bom, o preço: é difícil gastar 1000€ quando há smartphones com o mesmo processador, RAM e capacidade por metade do preço, mas temos de olhar para os extraordinários resultados das câmaras, do som, da rapidez, do design e até do que vem incluído na caixa.
MAS ATENÇÃO
Plus: ao comprar esta versão até 31 de Março receberá uns auriculares OPPO Enco X, um smartwatch OPPO Watch Free e uma capa de Kevlar.
De repente, os mil euros já valem a pena, não?






