A Huawei tem feito muita publicidade ao seu novo wearable topo de gama e, muito sinceramente, o caso não é para menos. O Huawei Watch Ultimate 2 representa tudo o que a marca quer que ele seja: o melhor smartwatch no segmento premium deste mercado “e mais além”! E para lá chegar não poupou esforços: design ultra-premium, funcionalidades para todos os requisitos, e uma robustez digna de explorar limites (inclusivamente de mergulho).
Vivi com este “monstro” no pulso durante uns bons dias e perguntam-me agora “porque é que o adjectivo assim?” Porque este Ultimate 2 é mesmo muito grande, aquilo a que vulgarmente, ou pelo menos a minha geração, sempre apelidou de “cebola”.
Especificações técnicas principais do Huawei Watch Ultimate 2

O Huawei Watch Ultimate 2 vem equipado com um ecrã LTPO 2.0 AMOLED de 1,5 polegadas, resolução de 466 × 466 pixels e brilho máximo de cerca de 3.500 nits.
A caixa adopta um design octogonal esqueleto com bisel cerâmico de dois tons de efeito muito bonito, ainda com corpo em metal líquido à base de zircónio e vidro de safira, ou seja, muito refinamento visível e palpável.
A construção inclui materiais de topo: o “metal líquido” à base de zircónio e bisel nano-tech com elementos traseiros em cerâmica de alta qualidade. Se isto não dá para levantar o sobreolho, nada dará.
No que toca à resistência, destaca-se por suportar mergulho até 150 metros (o que é raro num smartwatch) e por implementar comunicação subaquática por sonar. Interessante, não é? Ainda tentei comunicar com golfinhos mas não tive sorte, mesmo sabendo que, em relação ao Ultimate original, neste encontramos melhor posicionamento GNSS dual-frequência, nova antena de melhor sinal e sensores actualizados.
Em termos de autonomia, a marca fala em até 4,5 dias de uso típico (3 dias com Always-On Display) em smartphones Android, um pouco menos em iOS, o que levando em conta o imenso tamanho desta peça, é um resultado muito digno e melhor que muitos topos de gama de marcas adversárias.
Pontos fortes

O Huawei Watch Ultimate 2 conquista por várias frentes. Em primeiro lugar, o design. Em segundo, o uso de materiais ultra-premium que transmitem luxo e robustez.
Para citar um exemplo, o chassis de metal líquido à base de zircónio e a cerâmica fazem com que pareça mais um relógio de luxo do que um gadget conectável. A visibilidade também impressiona: com 3.500 nits de pico, conseguirás ver o mostrador mesmo sob luz solar directa intensa, algo que nem todos os concorrentes oferecem.
Depois, as funcionalidades especializadas: se és aventureiro ou praticante de desportos radicais, a resistência a 150 m de profundidade, o modo de comunicação subaquática por sonar e o modo “Expedition” / “Dive” são pontos únicos.
A autonomia real, nos testes, mostra-se sólida (embora não perfeita) e acima da média para smartwatches deste nível, o que significa que o relógio aguenta muito mais do que o tal “dia e meio” que parece que ficou convencionado.
A integração de sensores de saúde avançados (ECG, SpO₂, sensores de pressão, etc.) contribui para torná-lo uma boa opção para quem quer monitorização séria, muito à boleia do que a marca já disponibiliza nos seus mais recentes modelos e que têm conhecido excelentes críticas e melhores resultados.
Finalmente, o prestígio: ter um relógio que se posiciona como “topo de gama” dá um certo “efeito wow” e para quem gosta de tecnologia, estilo e acessórios que façam sensação, o Huawei Watch Ultimate 2 cumpre.
Onde o Huawei Watch Ultimate 2 ainda pode melhorar

Apesar de todos os méritos, o Huawei Watch Ultimate 2 não é perfeito e há algumas áreas onde os “senãos” aparecem. Em primeiro lugar, o software: embora o hardware seja de topo, o sistema operativo (HarmonyOS ou versão equivalente) ainda enfrenta limitações em ecossistemas ocidentais quando comparado com Wear OS ou o sistema da Apple e por vezes a compatibilidade de apps ou actualizações pode não ser tão fluida.
Depois, o preço: ao nível de 899 € ou mais, deixa de ser “um relógio mais ou menos acessível” e passa a “um investimento”. Para muitos utilizadores que querem apenas funções básicas, pode parecer excessivo. E, na verdade, é. Este Huawei está apontado para um nicho que, por via profissional ou técnica, procura uma mais valia no pulso. Por exemplo, golfistas. E no caso do Ultimate 2, mergulhadores.
E finalmente, o tamanho: a caixa de 48,5 mm de diâmetro e espessura relevante não favorece pulsos mais pequenos ou quem prefere relógios discretos. Mesmo eu que gosto da medida 45mm, fiquei um pouco desconfortável ao usá-lo no dia a dia.
O grupo-alvo

Se és entusiasta de tecnologia, praticante de desportos de aventura ou mergulho, ou simplesmente procuras um smartwatch de luxo com prestações de topo, o Huawei Watch Ultimate 2 pode ser uma excelente escolha. Se valorizas estilo, materiais premium, funcionalidades além do comum e não te incomoda pagar por isso, vais ficar mais que satisfeito. A sensação é que andamos mesmo com um topo de gama no pulso, que se faz sentir a cada momento que o olhamos.
Por outro lado, se procuras apenas monitorização básica, usas sobretudo iPhone e queres uma integração máxima com o ecossistema Apple, ou se tens um pulso muito pequeno e pretendes um tamanho mais discreto, talvez outras opções mais leves, mais baratas ou mais integradas te façam mais sentido. Há que olhar para os recentes Huawei Watch 5 ou Watch GT 6 Pro.
Em suma

O Huawei Watch Ultimate 2 eleva o conceito de smartwatch topo de gama: design de luxo, resistência à prova de aventuras, e funcionalidades especializadas que justificam o “Ultimate” no nome. Não é totalmente perfeito, mas oferece argumentos fortes para quem procura o melhor.
Se o tamanho, o preço e algumas limitações de software não te incomodam, este relógio merece estar no topo da shortlist.
Preço
A versão em preto custa 899€, enquanto a versão em azul custa 999€. Como oferta de lançamento, a marca oferece uns HUAWEI FreeBuds Pro 4.

A ANÁLISE
Watch Ultimate 2
O Huawei Watch Ultimate 2 eleva o conceito de smartwatch topo de gama: design de luxo, resistência à prova de aventuras, e funcionalidades especializadas que justificam o “Ultimate” no nome.
PRÓS
- Ecrã, desempenho, funções, construção superlativa
CONTRAS
- Autonomia suficiente, conectividade, software próprio



