Com base sólida para se manter em pé, a Targus CityLite Pro Premium tem quase tudo para ser perfeita. Falta o quase…

Pessoas como eu, e são muitas, deslocam-se várias vezes por ano a eventos internacionais. Se algumas vezes saímos no primeiro voo da madrugada para regressarmos no último do mesmo dia, outras há que pernoitamos uma noite num hotel e, mais raramente, duas ou até três.

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Com a lufa a lufa de viajar em grupo e de tentar ser o mais lesto possível, há que saber as regras das companhias aéreas no que respeita ao transporte de bagagem. E, não se esqueçam, como jornalista e bloguers, há que transportar computador, cabos, máquinas fotográficas, um possível tripé, microfones para além da roupa, do estojo de cuidados pessoais e outros ítems que cada um ache necessário.

Targus CityLite Pro Premium análise
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No porão, não!

Tudo isto tem de ser transportado, claro está, e a mochila diária, aquela que levamos para o trabalho todos os dias, não tem capacidade para levar tanta tralha. Por outro lado, e como já avancei, é preciso ser lesto e, por vezes, uma mala de cabine vai para o porão contra a nossa vontade. E depois é rezar.

A solução para tudo isto é escolher uma mochila mais avantajada que nos permita arrumar tudo e mais um par de botas. E quando se diz tudo, falamos também de computadores e maquinaria muito sensível, portanto, não pode ser uma mochila frágil.

Depois de muito pesquisar, e de também ter usado as algumas (a minha mulher diz que são demais) que vou recebendo nos eventos, cheguei à conclusão que precisava mesmo de subir a parada. E neste caso, quando se diz subir a parada falamos logo para cima do limite psicológico do preço, ou seja dos afamados 100 euros.

Encontrei uma solução quase perfeita, pedi para experimentar, e finalmente aconteceu uma viagem perfeita para testá-la à vontade, ou seja, uma viagem de dois dias para uma cidade que estava a zero graus centígrados e que exigia material fotográfico profissional.

Portanto, para alem da muda de roupa, era necessário levar luvas, cachecol, gorro e meias grossas. Elementos que, sabemos, tomam bastante espaço numa mala.

A linha profissional da Targus é um must

A mochila escolhida foi uma Targus da linha CityLite modelo Pro Premium devido ao maior tamanho e capacidade.

Esta mala, em cinzento claro, tem muitos pormenores que passo a explicar, alguns de notável sapiência técnica e outros que prejudicam a forma/função. Uma delas o peso elevado em seco que chega ao quilo e meio o que, convenhamos, é elevado e poderia comprometer a pesagem se a isso fosse obrigada. Mas como mochila não há esse problema, a não ser para as costas de quem a transporta.

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Dome 2.0

Uma fortaleza interior chamada Dome 2.0

A Targus Citylite Pro está pensada para transportar computadores com ecrãs até 15,6 polegadas, ou seja, quase 40 centímetros. Uma das vantagens desta mochila é que o laptop é arrumado numa bolsa específica, junto às costas, com protecção a que a marca chama DOME 2.0, ou seja, uma fortaleza ou um escudo com absorção de choques e a sua dispersão.

O forro interior desta secção foi também pensado para reforçar a protecção do ecrã contra impactos, caso se trate de um tablet. Pena é que a abertura seja feita só a ¾ como a da bolsa principal, mas já lá vou.

A base da mochila, sólida e dura e que a mantém sempre de pé, garante a estabilidade necessária para evitar quedas. Mas esta solução acaba por ter um ponto negativo de que falarei mais à frente.

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Bolsa própria anti choque para os laptops

Os espaços

A Citylite Pro Premium tem cinco bolsas independentes, quatro acessíveis pela frente, uma atrás que é escondida pelas nossas costas quando vestida e que serve para guardar documentos e dinheiro, por exemplo.

A construção é sólida, as costuras muito justas, os materiais fortes e espessos e consegue aguentar alguma chuva sem deixar passar água.

A pequena bolsa exterior tem um zipper de cor azul, o único elemento colorido de toda a Targus, e serve para guardar pequenos objectos, por exemplo o smartphone ou bilhetes de avião impressos.

A segunda bolsa, bem maior abre de uma ponta à outra e está preparada para um tablet, pastas, livros, etc. Tem uma pequena bolsa com zipper e uma aba para guardar papelada, mas é o painel destacável que dá nas vistas, pois é um organizador cheio de elásticos que ajuda a arrumar tudo e mais alguma coisa, desde cabos e fichas, a bilhetes, documentos, rato, telefone, canetas, enfim, tudo o que deverá ser fico no interior de uma mala.

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Bolsa superior independente e reforçada

É um toque de génio e um preciosismo muito, mas mesmo muito útil, pois esta mochila pode também ser transportada como mala tradicional, tendo uma pega para o efeito embutida, o que pode provocar a queda de objectos pequenos. Bem pensado pela parte da Targus.

O pacote lateral é um pouco estranho. Aberto, tem uma malha elástica que serve para receber uma garrafa de água ou um pequeno guarda chuva, mas peca por ser pequena demais o que significa que não alberga garrafas médias, de 500 mililitros como as Chylli’s que tanto estão na moda.

Já a bolsa superior, com forro duro e retirável, é mais um toque precioso e pensado para guardar os óculos, por exemplo, protegendo-os de qualquer toque ou infortúnio. Quanto a mim, e porque uso sempre os óculos, foi nela que guardei o microfone de lapela, alguns cabos e adaptadores e outros utensílios do género.

Chegamos à bolsa maior que garante acesso ao enorme espaço interior. Mas é aqui que encontrei um problema que, embora não seja calamitoso, dificulta sobremaneira o acesso à base e a todo o espaço. E isto porque o zipper não dá a volta inteira, ficando a ¾, ou seja, a abertura é reduzida e o acesso limitado.

Esta situação piora porque esta bolsa tem ainda três interiores, uma com zipper outra com travão elástico, o que poderia facilitar a arrumação de mais coisas e, desta forma, só com muita vontade é que a usamos.

Targus CityLite Pro Premium análise
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Os defeitos

Mas tudo tem uma razão e o facto desta Targus Pro ter uma base sólida para se manter em pé, obrigou a este tipo de abertura principal. Podemos optar pelo modelo idêntico mas SLIM, ou seja, mais estreito, que já abre por inteiro sacrificando esta base. Portanto, é toda uma opção. Por mim seria difícil escolher o modelo se tivesse os dois à frente mas confesso que me deu um jeitão deixar a mala no chão dos aeroportos e hotéis sabendo que ela não ia tombar.

Esta mochila tem uma ficha USB incorporada. No interior ligamos um powerbank à nossa escolha, com compartimento independente, o cabo é de excelente construção, e cá fora podemos ligar qualquer coisa por USB tipo A ou, mediante um adaptador, tipo C.

Por último, e quiçá o mais importante numa mochila, as alças. São muito bem pensadas e desenhadas, supre confortáveis, têm fecho para abraçar um trolley, por exemplo, mas também para as fechar sobre o nosso peito para maior segurança.

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As alças escondem-se na bolsa

As alças

Estas alças podem esconder-se dentro de uma bolsa específica, o que vai tornar a Targus numa mala mais tradicional. É também óptimo para ocupar menos espaço na bagageira de um carro, autocarro ou avião.

As alças têm ainda um forro que ajuda a suar menos, o que demonstra a capacidade técnica da marca que pensou numa solução quase, quase perfeita.

Se os zippers principais dessem toda a volta para a o acesso ser total ao interior, era a mochila perfeita para uma pequena viagem de negócios para quem transporta material frágil como computadores e câmaras fotográficas.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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