Soube mesmo agora que, a partir de 1 de Dezembro, Portugal entra em estado de Calamidade o que ultrapassa a Black Friday mas vai cair em cima da Bloody Monday e, naturalmente, da Xmas Eve e do Happy New Year.

Isto é, acima de tudo, um problema renovado e a continuação dos dramas de todos os sectores do comércio que não tenham uma frota de biciclistas ou motorizadas a trabalhar que nem escravos. Eu próprio sinto-me q.b. de culpado porque, pura e simplesmente, compro quase tudo online, desde mercearias a componentes electrónicos desde que este bicho surgiu e que os serviços foram aparecendo. E cada vez há mais.

Reparem: amanhã recebo 10 pacotes alimentícios vegan (e não sou vegano) de Espanha prontos a cozinhar. Vou experimentar e não há mal que afunde o mundo por isso. Serão cinco dias que os tascos não me vão ver, os mesmos tascos que reabriram agora mas que já facilitam em grupos e gente sem máscara. Desculpem, mas acho que a máscara nunca deveria ter sido abolida, entre outros cuidados.

Black Friday acaba amanhã. Dizem.

Como meio mundo, estou de olho nos descontos. E a Black Friday levanta a dúvida da Bloody Monday: será que o que não escoou ou esgotou vai ser ainda mais barato para daqui a uns dias? Arrisco? Petisco? Terei azar?

A verdade é que, a partir de 1 de Dezembro, Portugal entra no esperado /aguardado /ansiado ou abominado estado de Calamidade Pública. Ou seja, tudo o que Costa e Marcelo apregoaram durante Novembro foi mentira pois tanto eles como nós sabíamos que a nova vaga vinha aí. E sim, acredito que a vacinação quase completa dos portugueses residentes vai ajudar a passar um ano menos mau que o anterior. Mas uma mentira continua a ser uma mentira.

Portanto e por conseguinte, voltamos às compras online, ao teletrabalho, ao afastamento público, ao “novo normal” e ao resguardo doméstico. E, como sabemos, Rendeiro e a sua esposa (ex e cadelinhas) têm um confinamento diferente daquela família de 4 mais a sogra que habitam um T1 na Ajuda.

Os problemas da decisão

Sem querer ser político, porque para isso tenho o fantástico Quadrilha.Podcast às terças feiras em directo (há quem diga que metemos num canto os coisos do mal e o novo programa sem nome), e claro, acho, com seriedade, que até que sim, também tenho à perna os problemas da decisão dos saldos da Black Friday e, ainda por cima, mete-se o Natal, não vamos poder tratar das coisas, as lojas terão filas e os CTT não existem. Portanto, há que abrir os cordões à bolsa.

E se há tempo mal gasto é exactamente este: procurar pechinchas. Mas, por outro lado, também ficamos a saber as margens de lucro da distribuição, do acondicionamento em armazém, da exposição e da entrega. E sim, são estruturas pesadíssimas que não nos fazem acreditar que, no final do dia e da compra, fomos altamente “roubados”.

Portanto, o meu conselho com este novo estado de calamidade, é que comprem as coisas com tempo. Não é só a Amazon que tem um bom sistema. As lojas portuguesas, tipo PC Diga e demais (há que fugir de algumas que enganam o cliente e depois querem restituir o dinheiro “hello Worten, uma vez feito, nunca será esquecido”).

Os meus problemas “pessoais”

Colunas da Amazon: a grande ou a pequena? Pouco 20€ e espaço ou arrisco naquilo que pode nunca ser utilizado pela cara metade que não se entende com o DAB Hama que tem há cinco anos?
Ui, auscultadores com ANC ou NFC: há preços na loja espanhola que estão realmente convidativos, e estou aqui entre os Huawei não sei quê plus e os Sony não sei que XM3. Diferença de 30€, os Huawei são mais catitas e modernos mas, pá, não têm uma ligação minijack. E os Sony têm. E digo-vos, ainda estou indeciso porque sei que o minijack é demasiado importante.
Enfim. Acho que vou mas é correr tudo a pullovers. E meias.

Concluindo a conclusão

Escrevi este pequeno post porque sim, porque me afecta enquanto cliente, utilizador, impressionável à busca do grande negócio.
Não há grandes negócios nem grandes pechinchas.
Vejam os telemóveis: o que hoje vale 500, amanhã será 280€.
Tenham calma, pois a tecnologia em Portugal, com o mega leilão 5G, continuará na mesma como os comboios: pouca terra, pouca terra, mas enviar uma coisa de Lisboa a Chaves demora sete horas e meia. E isso, meus amigos, é também um estado de calamidade.

Maior, porque não passa.

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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