Há razões para a denominada Blue Monday: o período festivo terminou, as contas começam a chegar, inclusive o cartão de crédito que se esgotou no Natal, ainda faltam 10 dias para receber o ordenado (quem o tem), está frio, está isto e aquilo, fora o confinamento e a crise global.
Portanto, também não será por acaso que o maxi-single “Blue Monday” dos geniais New Order seja dos mais vendidos de sempre (foi mesmo o mais vendido durante muito tempo, ainda se compravam discos).

O que fazer?
Como conseguir então ultrapassar este mau dia, este céu quase a cair na cabeça de Astérix?
Alguns apontam uma solução simples e eficaz: telefonar ou teleconferenciar com amigos e familiares. Fazer um chá e conversar sobre tudo e mais alguma coisa, sempre com um sorriso e palavras de apoio.
Outros dizem para filmarmos umas macacadas e não termos vergonha de fazer figura de parvo, pois no tiktok toda a gente a faz e as pessoas não levam a mal.
Outras ainda apontam a leitura, num ambiente calmo e reconciliador com o nosso eu. Vá lá, abram um livro de papel, levem umas bolachas de água e sal, uma manta para os joelhos e comecem a lê-lo. Deverão ter inúmeros por abrir. Evitem os de auto-ajuda e culinária.

E o que aconselha o Festival Mental?
Não estamos sozinhos e todos, sem excepção, vivemos o dia a dia com receio que o Covid nos bata à porta. O mundo lá fora está em guerra, seja contra a pandemia, seja contra a democracia, seja contra o senso comum.
Há uma única solução: fechem o mundo por um dia! Não o deixem entrar em casa. Aproveitem a família que vive convosco e as comunicações para saber como está o primo distante ou a avó mais idosa.
Protejam-se! Amanhã será terça!





