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HONOR e ARRI: Hollywood chega ao telemóvel

redacção por redacção
Março 1, 2026
HONOR Robot Phone com câmara estabilizada por gimbal, ao lado de uma câmara de cinema ARRI Alexa 35 em set de filmagens

m século de cinema na palma da mão – a HONOR e a ARRI querem mudar o que se entende por vídeo mobile.

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Há parcerias que fazem sentido imediato, e há aquelas que exigem um segundo olhar para perceber a dimensão do que está a acontecer e o anúncio que a HONOR fez no MWC 2026, em Barcelona, encaixa claramente na segunda categoria: a marca chinesa celebrou uma colaboração técnica estratégica com a ARRI – empresa que, durante mais de um século, definiu a forma como o cinema de Hollywood capta imagens.

O resultado vai estrear no próximo HONOR Robot Phone, o smartphone que se mexe como um robot e que a marca apresentou em Barcelona. Mas para perceber o que isto realmente significa, é preciso primeiro perceber quem é a ARRI.

A ARRI: a empresa por detrás da maioria dos filmes que já viste

A ARRI foi fundada em Munique em 1917 – no mesmo ano em que a Revolução Russa mudou o mapa do mundo – por dois amigos de infância chamados August Arnold e Robert Richter. O nome da empresa é, precisamente, as primeiras letras dos seus apelidos.

Começaram por fabricar equipamento de iluminação e laboratório para cinema, mas foi com as câmaras que a ARRI se tornou numa lenda da indústria. Em 1937, a empresa lançou a Arriflex 35 – a primeira câmara de cinema de 35 mm com visor reflex, ou seja, o operador via exactamente o que a objectiva captava, eliminando o “factor sorte” que até então existia na composição do plano.

Arriflex 35
Arriflex 35

Foi um avanço técnico tão significativo que os militares alemães a adoptaram para filmar operações de combate durante a Segunda Guerra Mundial, e Hollywood rapidamente percebeu o seu potencial.

O primeiro filme americano a usar uma Arriflex foi Dark Passage (1947), com Humphrey Bogart e Lauren Bacall. A câmara seguinte que merece menção é a Arriflex 35 BL (Blimp), lançada em 1972. “BL” significa silenciosa – e foi exactamente isso que mudou o jogo: os realizadores puderam finalmente sair dos estúdios e gravar diálogos em locais reais, sem aquele ruído mecânico que obrigava a substituir o som em pós-produção.

Foi com esta câmara que foram filmados clássicos como Barry Lyndon (1975), Taxi Driver (1976), Apocalypse Now (1979) e The Shining (1980). Em 1975 surgiu ainda a Arriflex 16SR, câmara portátil de 16 mm que se tornou a ferramenta de eleição para documentários e jornalismo televisivo durante décadas.

A era digital: quando a Alexa redefiniu tudo

O verdadeiro salto tecnológico da ARRI para o século XXI chegou em 2010, com o lançamento da ARRI Alexa – a primeira câmara digital da marca a tornar-se verdadeiro padrão da indústria. A Alexa oferecia uma amplitude dinâmica extraordinária (a capacidade de registar detalhe tanto em zonas muito iluminadas como em sombras profundas, ao mesmo tempo), reprodução de cor que muitos cinematógrafos descreveram como mais próxima da película do que qualquer outra câmara digital, e um formato de ficheiro proprietário chamado ARRIRAW que preservava toda a informação do sensor para trabalho de pós-produção.

O impacto foi imediato e devastador para a concorrência. As câmaras ARRI Alexa venceram o Óscar de Melhor Fotografia cinco anos consecutivos: Hugo (2011), Life of Pi (2012), Gravity (2013), Birdman (2014) e The Revenant (2015).

Roger Deakins, considerado por muitos o maior cinematógrafo vivo, usou a Alexa para filmar Skyfall (2012) e mais tarde Blade Runner 2049 (2017), pelo qual ganhou finalmente o seu primeiro Óscar e Alfonso Cuarón usou-a em Roma (2018) e em 1917 (2019).

A família Alexa foi crescendo: a Alexa Mini (2015) tornou-se a câmara mais usada do mundo por ser suficientemente pequena para drones e gimbals; a Alexa 65 (2014) trouxe o formato 65 mm de regresso ao cinema moderno e foi usada em The Revenant, Rogue One: A Star Wars Story e nos filmes Avengers: Infinity War e Avengers: Endgame.

Arri Alexa 35
ARRI Alexa 35

O modelo mais recente, a Alexa 35, é hoje a câmara preferida para produções de topo, incluindo a série 1917, e foi usada no aclamado filme de estreia de realização de Harris Dickinson, apresentado em 2025.

Ao longo deste percurso, a ARRI acumulou 20 Prémios Científicos e Técnicos da Academy of Motion Picture Arts and Sciences – a mesma organização que entrega os Óscares –, um número que não tem paralelo na indústria de equipamento cinematográfico.

ning (1980). Em 1975 surgiu ainda a Arriflex 16SR, câmara portátil de 16 mm que se tornou a ferramenta de eleição para documentários e jornalismo televisivo durante décadas.

O que é a ARRI Image Science e porque é que isso importa num telemóvel

Quando falamos de “ciência de imagem” no contexto da ARRI, não estamos a falar de filtros ou de efeitos de pós-produção. Estamos a falar de algo muito mais fundamental: a forma como a câmara transforma luz em imagem, como são reproduzidas as cores de forma natural, como as zonas de maior brilho “expiram” gradualmente em vez de simplesmente cortarem para branco, e como toda a imagem mantém consistência desde a captação no set até à exibição na sala de cinema.

É este conjunto de princípios – invisível para o espectador mas imediatamente sentido – que dá às imagens filmadas com ARRI aquela qualidade particular que distingue um filme de Hollywood de um vídeo qualquer.

O desafio que a ARRI e a HONOR se propõem resolver não é simples porque como explica o Dr. Benedikt von Lindeiner, vice-presidente da ARRI responsável pela colaboração técnica, os smartphones têm sensores mais pequenos, processadores altamente integrados e configurações ópticas completamente diferentes das câmaras de cinema.

Não é possível, nem faz sentido, replicar o hardware. O que se pode fazer – e é isso que a parceria pretende – é traduzir os princípios subjacentes da ARRI Image Science para a arquitectura de imagem móvel da HONOR: cor natural, transição suave nas altas luzes, sensação de profundidade, e compatibilidade com os fluxos de trabalho profissionais de pós-produção.

Ou seja, um criador de conteúdo que filme com o Robot Phone poderá, em teoria, exportar o material directamente para um software de edição profissional sem ter de “corrigir” a imagem de raiz.

O HONOR Robot Phone: o dispositivo onde tudo isto vai estrear

Honor Robot Phone Concept Phone 4057863962

Os primeiros resultados desta colaboração serão apresentados no HONOR Robot Phone, o smartphone com gimbal integrado de quatro graus de liberdade que a marca revelou no MWC 2026. O dispositivo tem um sensor de câmara de 200 megapixéis, sistema de estabilização mecânica, rastreamento de objectos por inteligência artificial e capacidade de executar movimentos cinematográficos autónomos de 90° e 180°.

A combinação da engenharia de hardware da HONOR com a ciência de imagem da ARRI aponta claramente para um dispositivo pensado para criadores de conteúdo a sério – não para o utilizador ocasional que quer tirar fotografias em férias, mas para quem produz vídeo com intenção narrativa e quer fazê-lo sem ter de carregar uma mochila cheia de equipamento.

David Bermbach, director-geral da ARRI, foi directo sobre a motivação da parceria: os smartphones já são usados em produções cinematográficas profissionais de grande escala, e era apenas uma questão de tempo até que os dois mundos se aproximassem ainda mais. A ARRI optou por fazê-lo com a HONOR, e não com outro fabricante, o que por si só é um sinal de que a marca chinesa está a ser levada a sério nos círculos onde as decisões sobre imagem cinematográfica são tomadas.

Em suma

Esta parceria é, provavelmente, o anúncio mais relevante que a HONOR fez no MWC 2026 – não porque seja o mais espectacular visualmente, mas porque tem substância técnica real por detrás.

A ARRI não empresta o seu nome a produtos de consumo por vaidade: faz parte do ADN da empresa não ceder nos padrões de qualidade de imagem. Para os entusiastas de vídeo mobile, para criadores de conteúdo e para quem sempre quis a estética cinematográfica sem o orçamento de produção correspondente, o Robot Phone começa a parecer algo mais do que um conceito futurista.

Ficamos a aguardar data de lançamento e o que a câmara de 200 megapixéis com alma de Hollywood consegue fazer na prática.

Tags: ARRIARRI Image Science smartphonecâmarasciência de imagem cinematográfica mobile Etiquetas: HONORCinemafotografia mobileHONOR Robot Phone câmarainteligência artificialMWC 2026Robot Phone
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