Estudo Ricoh revela que formas mais inteligentes de trabalhar poupam tempo e aumentam a produtividade dos trabalhadores
É um dado quase estatístico, aquele com que a Europa central e nortenha gosta de destacar Portugal (e os países do Sul) como espaços de gente que gosta é de feriados e de apanhar sol de qualquer forma e feitio. Aliás, o antecessor do Ronaldo das finanças, o senhor de nome impronunciável, bem o gritou, tanto que até meteu o pé na cova (profissional e momentânea”. Mas sabemos, como portugueses, que damos o litro e mais o que podemos, trabalhamos como poucos e, por isso mesmo, temos gestores de topo que trabalham o mundo para o mundo.
Somos, por isso, perfeitos gestores da noção do que é trabalhar e alcançar objectivos. Nem todos, certamente, mas alguns. Cada vez mais, pois trabalhamos num mundo global.
Ora para cimentar este meu discurso que é claramente anti-pessoas que nunca beberam uma imperial bem gelada numa esplanada portuguesa debaixo de 30 e muitos graus (encarnadas pelo tal fulano de caracóis), proponho que leiam este estudo realizado pela Ricoh Europa que, grosso modo, divulga aquilo que todos nós já sabemos:
Os trabalhadores portugueses acreditam que um melhor acesso à tecnologia poderia fazê-los poupar 3,5 dias todos os meses!
É um dado estatístico importante! Ao nível europeu, quase metade das 3600 pessoas entrevistadas (47%) está convencida de que a tecnologia que utiliza no seu trabalho está aquém das expectativas de produtividade e eficiência e acredita inclusivamente que chega a perder até 42,3 dias por ano por falta dos recursos certos.
O inquérito revela que os entrevistados deseja ter uma maior componente digital no local de trabalho e 59% acredita que uma tecnologia mais inovadora teria um impacto positivo sobre a sua carga laboral. De acordo com os dados do Banco Central Europeu, o crescimento da produtividade anual diminuiu de 2% em 1995 para apenas 0.5% em 2016[1].
Dos 3600 colaboradores entrevistados, 65% afirmou que a tecnologia de automação lhes permitirá ser mais produtivos, enquanto 52% está de acordo que a Inteligência Artificial terá um impacto positivo nas suas funções. Os colaboradores vêem a gestão do email (41%) e as reuniões (37%) como as tarefas em que perdem mais tempo todos os dias, seguidas das deslocações de e para o trabalho (29%). De um modo geral os inquiridos vêem de forma positiva o potencial das novas tecnologias aplicadas ao trabalho – acesso mais imediato aos dados (44%), capacidade de trabalhar desde casa mais frequentemente (42%) e uma redução de tarefas repetidas (41%).
Ramon Martin, CEO da Ricoh Portugal e Espanha, afirma que «o que os colaboradores nos têm vindo a comentar, leva-nos a ter preocupações relativas à produtividade macroeconómica que os governos de todo o mundo já enfrentam. Uma grande parte do horário laboral é ocupado com tarefas e processos que se poderiam automatizar ou optimizar. Se libertarmos esse tempo, a tecnologia permite aos trabalhadores realizarem o seu trabalho de uma forma mais inteligente e focar-se em adquirir valor real à sua empresa».
Aos trabalhadores preocupa-lhes que a falta de investimento na tecnologia cause problemas às empresas do futuro. 36% dos inquiridos acredita que se não se realizarem investimentos, as empresas fracassarão num prazo de 5 anos. Para além disso, 46% afirma que a sua concorrência já conta com uma vantagem tecnológica.
O tempo que os colaboradores acreditam que poderiam poupar no trabalho todos os meses, graças ao uso da tecnologia para trabalhar de uma forma mais inteligente, varia por toda a Europa:
País | Dias | País | Dias | |
Rússia | 5,6 | Polónia | 3,4 | |
Eslováquia | 4,2 | Suiça | 3,4 | |
República Checa | 3,8 | RU e Irlanda | 3,2 | |
Alemanha | 3,8 | Turquia | 3,2 | |
Hungria | 3,8 | Espanha | 3,1 | |
Noruega | 3,8 | Áustria | 2,9 | |
Suécia | 3,6 | Finlândia | 2,8 | |
Itália | 3,5 | Dinamarca | 2,1 | |
Holanda | 3,5 | Bélgica e Luxemburgo | 1,8 | |
Portugal | 3,5 | França | 1,8 | |
Média europeia | 3,5 |
O estudo revela ainda que os inquiridos mostram-se desiludidos com a motivação das equipas de direcção das suas empresas. 72% acredita que a equipa de gestão só introduzirá uma nova tecnologia se ajudar a diminuir gastos e não para apostar no aumento das capacidades.






