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ClubHouse, morto pela exclusividade ou vaidade?

João Gata por João Gata
Novembro 16, 2021
ClubHouse
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2020, início da pandemia, confinamento, “descontacto” físico e social e a Apple inventou mais um midas: uma aplicação proprietária, exclusiva e vaidosa somente para utilizadores da marca. Chamaram-lhe ClubHouse.

O que tornou o ClubHouse num sucesso imediato foi, sem sombra de dúvidas, a sua exclusividade. Num repente, e sem fotos ou imagens, qualquer pessoa com iPhone e iPad poderia criar salas de conversa, entrar em outras, fazer parte ou assistir em silêncio, enfim, uma nova plataforma no momento certo e para um target bem definido.

Entrar no ClubHouse só com convite

Mas o segredo do sucesso não está assente nunca numa única área: a exclusividade da plataforma ainda era mais apertada por obrigar a ter um convite para entrar. Confesso desde já que recebi um e tinha um iPad Pro na mão.

Este foi o mais importante passo para a plataforma que, num par de meses, viu centenas de milhares a pedir convites. E depois, alguns milhões. Estamos na América, nunca se esqueçam, os milhões lá são dezenas em Portugal.

Mas mesmo em português, o ClubHouse começou a ser usado. Fiz uma sala sem saber como, entrou-me um colega de profissão nesta área, riu-se quando percebeu que eu já nem lá estava e que só por erro é que teria aberto o espaço. Foi bem verdade.

Estas salas de conversa, ou verdadeiros chats, aparecem e desaparecem aos milhares por dia. As pessoas querem ter fama mas algumas manter o anonimato e poder realmente dizer o que pensam sobre os políticos, as outras, o ambiente e etc..

ClubHouse

O primeiro problema

Quando se soube que as conversas eram gravadas pela Apple, o nervoso miudinho começou a crescer. Uma coisa é um perfil falso, outra o IP… Quando confrontada, a marca disse que sim, mas só mantinha o registo se alguém apresentasse uma queixa em directo. Confesso que não entendi este esquema ou esta desculpa. Mas o que é sério é que me afastou imediatamente da aplicação a que também ocorria raramente. E pouco tempo ficava nas salas, mesmo que algumas, americanas, tivessem realmente muito interesse.

Mas também tenho os podcasts para chegar a esses interesses…

O hype do ClubHouse manteve-se mesmo depois de ser aberto aos “coitadinhos” sem convite, o que desde logo demonstra duas coisas: a facilidade com que se molda a clientela e o pouco pão que têm de dar ao galinheiro para o manter com fome e à espera de uma côdea maior.

O lucro

Em 2021, a Apple admitia ter envolvido centenas de milhões de dólares de capital de risco.
E por volta de meados de Fevereiro desse ano, atingiram 10 milhões de utilizadores, o que é impressionante para uma aplicação social que tinha menos de um ano e que só estava disponível para os utilizadores de iPhone.

Alguns analistas escreveram depoimentos, estudos e teses sobre isto e retiraram três conclusões:

  • O iPhone/iPad é a melhor plataforma para lançar uma aplicação
  • A exclusividade é mais forte que a maçã de Adão
  • Mas o que cresce rapidamente também cai rapidamente

A queda

E em que se apoia esta trilogia? Bom, no final de 2021, o ClubHouse foi aberto para os utilizadores Android que se estiveram completamente nas tintas para o dito. Mas porquê? Bom, há muitas diferenças entre utilizadores Apple e Android e uma delas é, desculpem ser tão sincero, a vaidade.

Estamos em 2022 e quem fala do ClubHouse? Ninguém. Já não é notícia, já não é desejável. Afinal, não foi a possibilidade de conectar pessoas e ideias que vingou mas sim a exclusividade e o convite. Este mundo anda mesmo muito doente, não acham?

Mas há mais questões: a popularidade tem um timing. Muita gente conhecida embarcou no barco e criou as suas salas que tiveram grande sucesso. Mas depressa não tinham mais nada para dizer e muito menos tempo para alimentar uma enormidade de pessoas que queriam falar directamente com quem idolatram. Portanto, foram embora.

A sustentabilidade de uma plataforma leva anos a conseguir criar, proteger, alimentar, crescer e… manter. Não se percebe como a marca não teve mais envolvimento e não gastou mais milhões para manter acesa a chama que até obrigou outros gigantes a copiá-la.

E depois, como dizem alguns analistas, houve o regresso ao normal, ao trabalho, acabou-se a solidão e recomeçaram os encontros sociais. Terá sido esta a verdadeira razão para esta abrupta queda? Bom, se o foi, poderá ganhar novo alento com o confinamento que se avizinha para o final de 2021.

ClubHouse
ops

Derick David foi mais longe ao apontar outro problema:

Ele questiona a questão da qualidade e de como os YouTube, Instagram ou Spotifys resolveram a continuidade da atenção do utilizador através de gostos ou partilhas enquanto o algoritmo ajuda a encontrar bons conteúdos.

As conversas do Clubhouse acontecem ao vivo e em tempo real, pelo que é um desafio observar cada sala e cada conversa e identificar o melhor conteúdo.
O Clubhouse ainda tem de encontrar uma solução para isto e faltou planeamento.

Tags: ClubHoude dropClubHouseClubHouse hype over
João Gata

João Gata

Começou em vídeo e cinema, singrou em jornalismo, fez da publicidade a maior parte da vida, ainda editou discos e o primeiro dos livros e, porque o bicho fica sempre, juntou todas estas experiências num blogue.

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