Jogo maldito nascido na Rússia e exportado com grande sucesso para o resto do mundo. Centenas de jovens já morreram. Milhares em grande perigo.
A Rússia tem uma rede social equivalente ao Facebook e que se denomina VKontakte. Foi nela, pelo que tudo indica, que o Jogo da Baleia Azul teve o seu trágico início.
Muito há a dizer sobre como os jovens olham, sentem e vivem o mundo. Tudo assume uma importância desmedida e os dramas existenciais são encarados como eternos. E tal como a extraordinária série televisiva “13 Reasons Why” (no Netflix podemos vê-la sob o título “Por 13 razões”) explica em forma de thriller, o suicídio juvenil existe e é um assassino mudo e extremamente eficaz.
Este é um tema urgente e que tem de sair do anonimato, principalmente quando, através de qualquer rede social, o mundo está, a cada dia, mais feio e perturbador. Os jovens vêem-se, demasiadas vezes, numa encruzilhada que lhes suga a vontade de viver. São muitos os motivos e este não é um espaço para explorá-los, mas sinto-me obrigado a, pelo menos, tentar alertar para o que está realmente a acontecer sob os nossos próprios narizes, ou seja, lá em casa. Ou na escola. Ou na casa do melhor amigo. Ou nas mini-férias. Um “ou” que pode ser um “e”.
O Jogo da Baleia Azul é um desafio. Apenas e somente. Começa com tarefas inócuas mas que depressa sobem de tom, transformando-se em acções muito agressivas e auto-mutiladoras, reforçadas por jogos psicológicos (ou psicóticos) e que convidam a comportamentos de grande risco.
São 50 níveis. O último é fatal. Não os vou reproduzir aqui por razões óbvias, mas é demasiado fácil encontrá-los pela net (contudo, cuidado, pois carecem de confirmação de forma oficial ou policial).
Mas o que faz com que os jovens se mantenham fiéis a um jogo que termina da pior forma possível? Para além de todo o desamparo psicológico, de uma pressão inimaginável e de factores que só podem ser demasiado cruéis, existe uma coação directa para quem quer desistir: a ameaça de contar tudo aos pais ou amigos com chantagens diversas (talvez devido a fotografias que os jovens enviam aos designados “curadores” do jogo).
Há que ter cuidado. De nada vale o apelo das forças policiais para proibir o acesso dos jovens à net. Isso é apenas ridículo, pois a net está em todo o lado. O que é obrigatório é olhar. Perceber as mudanças de comportamento. Tentar perceber se há feridas e cortes em várias partes do corpo (mãos, braços, coxas). Ou comportamentos estranhos: solidão, abandono escolar, timidez, fuga, tudo são sinais “adolescentes” mas que podem sugerir que algo mais grave se passa.
Mas quem sou eu para dar conselhos sobre uma matéria tão complexa?
Deixo as possibilidades de ajuda e os contactos que podem servir pais e filhos.
[infobox maintitle=”Serviços telefónicos de ajuda e apoio ao suicídio em Portugal e Europa ” subtitle=”
SOS – Serviço Nacional de Socorro 112
SOS Voz Amiga (entre as 16 e as 24h00)
21 354 45 45 91 280 26 69 96 352 46 60
SOS Telefone Amigo 239 72 10 10
Telefone da Amizade 22 832 35 35
Escutar – Voz de Apoio – Gaia 22 550 60 70
SOS Estudante (20h00 à 1h00) 808 200 204
Vozes Amigas de Esperança (20h00 às 23h00) 22 208 07 07″ bg=”red” color=”black” opacity=”off” space=”30″ link=”no link”]





